Ao longo de 2025 os dividendos recebidos advindos das alocações em fundos imobiliários ("FIIs") somados aos rendimentos referentes a negociação de cotas de FIIs foram equivalentes a R$ 36,0 milhões. O Fundo ainda recebeu o valor de R$ 1,9 milhão cuja origem foi a alocação direta em CRIs, considerando os rendimentos e ganho de capital nesta classe de ativo. As aplicações financeiras do caixa geraram por sua vez R$ 0,7 milhões de juros. Por fim o houve o montante de R$ 3.0 milhões a título de despesas. Obtendo desta forma um resultado líquido na ordem de R$ 33,5 milhões. A distribuição de rendimentos no período foi equivalente a R$ 32,9 milhões.
O fundo tem por objeto realizar investimentos imobiliários preponderantemente por meio da aquisição de Cotas de outros Fundos de Investimento Imobiliário ("FIIs"). Além de Cotas de FIIs, o XP Selection pode investir em Certificados de Recebíveis Imobiliários (“CRIs”), Letras de Crédito Imobiliário (“LCIs”), e outros títulos do mercado imobiliário.
De forma geral a conjuntura macroeconômica ao longo de 2025 passou por uma menor volatilidade comparada ao ano de 2024. Em geral o cenário foi muito beneficiado por uma tendência de realocação global para países emergentes, supersafra de alimentos e taxa Selic persistentemente e patamar restritivo. Essa combinação de fatores impactou de forma benigna o IPCA que fechou o ano no patamar de 4,26%, patamar bem inferior as expectativas comparadas ao início de 2025, o que corroborou para as expectativas. Já no campo dos fundos imobiliários, na avaliação do Time de Gestão a dinâmica apresentada pela classe ao longo de 2025 se justifica principalmente pelo fechamento da curva de juros futuros ao longo do ano. Dessa forma, embora a taxa Selic tenha alcançado o patamar de 15% em meados de 2025, a taxa prefixada de três anos, por exemplo, caiu de 15,8% ao final de 2024, para o patamar de 13,1% ao final de dezembro, impulsionado pelas sucessivas revisões baixistas na inflação ao longo do ano e expectativas do início do ciclo de cortes no ano de 2026. Aliado a isso, apesar do patamar restritivo de juros, o setor de serviços e consumo das famílias seguiu resiliente, evidenciado principalmente pelas taxas de desemprego nas mínimas históricas, o que é um fator crucial nos fundamentos dos fundos imobiliários. Todos os segmentos imobiliários de maneira geral, registraram um fortalecimento dos fluxos de caixa e se aproveitaram de tendências seculares, como o retorno do home office no caso de das lajes corporativas e o crescimento da demanda por e-commerce, que tem impulsionado a demanda dos ativos logísticos.
Todos os segmentos imobiliários de maneira geral, registraram um fortalecimento dos fluxos de caixa e se aproveitaram de tendência seculares, como o retorno do home office no caso das lajes corporativas e o crescimento da demanda por e-commerce, que tem impulsionado a demanda dos ativos logísticos. Dessa forma, dado a conjuntura econômica, um ponto de atenção é que apesar da forte recuperação, de maneira geral o P/VP atualmente está em um patamar abaixo da média histórica da classe de ativos, estando atualmente no patamar de 0,89, contra um patamar histórico de 0,95, o que representa um desconto de 11% frente à perspectiva histórica, tendo dito isto, identificamos um upside atrativo com riscos controlados pelos fortes fundamentos setoriais.
O Administrador receberá por seus serviços uma taxa de administração (“Taxa de Administração”) composta de valor equivalente 1% a.a. (um por cento ao ano), calculados sobre a Base de Cálculo da Taxa de Administração, sendo assegurado um valor mínimo equivalente a R$25.000,00 (vinte e cinco mil reais) por mês. A Taxa de Administração engloba também os pagamentos devidos ao Gestor (conforme dispostos abaixo na Cláusula 10.5), ao Custodiante, ao Escriturador e ao banco liquidante a ser contratado no âmbito de emissões de cotas do Fundo, e não inclui valores correspondentes aos demais Encargos do Fundo, os quais serão debitados do Fundo de acordo com o disposto neste Regulamento e na regulamentação vigente.