No exercicio encerrado em 30 de junho de 2026 o Fundo apresentou um Resultado de R$ 11.736.389,34
No exercicio encerrado em 30 de junho de 2025 o Fundo apresentou um Resultado de R$ 12.670.750,90.
Entre julho de 2025 e junho de 2026, o mercado imobiliário brasileiro apresentou resiliência, mas em um ambiente de juros elevados e crédito mais restritivo. A Selic permaneceu em 15% ao ano durante boa parte do período e só começou a recuar em 2026, encerrando junho em 14,25%. Esse cenário limitou o financiamento e contribuiu para uma desaceleração da valorização dos imóveis.
No mercado residencial, os preços continuaram subindo, porém em ritmo moderado. No primeiro semestre de 2026, o FipeZAP acumulou alta de aproximadamente 2,4%, abaixo da inflação do período. Em 12 meses, a valorização permanecia próxima de 5,6%, mostrando perda de força em relação a 2025. O comportamento foi desigual entre as cidades, com algumas capitais apresentando valorização significativamente superior à média nacional.
O mercado de locação apresentou desempenho mais robusto. Os aluguéis residenciais acumularam alta de 5,24% no primeiro semestre de 2026, superando a inflação. A dificuldade de acesso à compra financiada manteve parte da demanda direcionada para a locação, sustentando os preços.
O crédito imobiliário também mostrou resistência, apesar do custo elevado do dinheiro. O segmento popular, impulsionado pelo Minha Casa, Minha Vida e pelos recursos do FGTS, permaneceu como importante sustentação da atividade, enquanto o mercado de médio e alto padrão sofreu maior influência dos juros.
Na construção civil, os custos continuaram pressionando as incorporadoras, embora em ritmo menos intenso que no período anterior. A combinação de custos elevados, crédito caro e demanda mais seletiva exigiu maior cautela nos lançamentos e na formação de preços.
No mercado de capitais, os fundos imobiliários apresentaram recuperação ao longo do período, beneficiados pela expectativa de redução dos juros, embora ainda enfrentassem a forte concorrência da renda fixa.
Em síntese, entre julho de 2025 e junho de 2026, o setor imobiliário brasileiro permaneceu resiliente, mas perdeu ritmo. Os preços de venda avançaram moderadamente, os aluguéis tiveram desempenho mais forte e o crédito continuou sustentando o mercado, especialmente no segmento popular. O início da redução da Selic trouxe uma perspectiva mais favorável para o segundo semestre de 2026, mas a recuperação do mercado dependeria da continuidade da queda dos juros e da melhora das condições de financiamento.
Para o período entre julho de 2026 e junho de 2027, a perspectiva para o mercado imobiliário brasileiro é de continuidade do crescimento, porém em ritmo moderado e com diferenças importantes entre os segmentos. O principal fator de influência será a trajetória dos juros. As projeções do mercado indicam Selic em torno de 13,75% ao final de 2026 e 12% ao final de 2027, sugerindo uma redução gradual do custo do dinheiro, mas ainda distante de um cenário de crédito barato.
Nesse ambiente, os preços dos imóveis residenciais tendem a continuar avançando, mas sem uma valorização generalizada e muito acima da inflação. A oferta restrita em determinadas regiões, o crescimento dos custos de construção e a demanda estrutural por moradia devem contribuir para sustentar os preços. Já o mercado de locação deve permanecer relativamente aquecido, beneficiado pela dificuldade de parte das famílias em acessar o financiamento imobiliário.
O crédito deverá continuar sendo um dos principais motores do setor, especialmente por meio do Minha Casa, Minha Vida e dos recursos do FGTS. Para as famílias de renda média e alta, entretanto, o financiamento continuará mais caro, exigindo maior capacidade de entrada e comprometimento de renda. A transição para um novo modelo de funding imobiliário, com maior participação de instrumentos do mercado de capitais, também será um dos acontecimentos relevantes do período, embora possa manter o custo do crédito pressionado enquanto os juros permanecerem elevados.
Na construção civil, a expectativa é de continuidade dos lançamentos, mas com maior seletividade por parte das incorporadoras. Custos de mão de obra, materiais, terrenos e financiamento continuarão pressionando as margens, favorecendo empresas com maior eficiência operacional e acesso a capital. O segmento econômico tende a apresentar desempenho mais consistente, enquanto os empreendimentos voltados à classe média poderão sentir mais diretamente os efeitos do crédito caro.
Os fundos imobiliários também poderão se beneficiar gradualmente da queda dos juros. A redução da Selic tende a diminuir a vantagem relativa da renda fixa e aumentar a atratividade dos FIIs, especialmente daqueles com ativos de qualidade e capacidade de geração recorrente de renda. Ainda assim, a recuperação deverá ocorrer de forma seletiva e dependerá da velocidade dos cortes de juros e da percepção de risco fiscal.
Em síntese, entre julho de 2026 e junho de 2027, espera-se um mercado imobiliário resiliente, porém seletivo. A queda gradual dos juros poderá melhorar as condições de financiamento e favorecer os FIIs, enquanto o Minha Casa, Minha Vida e o FGTS continuarão sustentando boa parte da demanda. Por outro lado, juros ainda elevados, inflação acima da meta e incertezas fiscais deverão impedir uma expansão mais acelerada. O cenário mais provável é de crescimento moderado, aluguéis firmes, valorização imobiliária controlada e recuperação gradual do crédito e dos investimentos imobiliários.
O ADMINISTRADOR receberá por seus serviços de administração, custódia, tesouraria, controladoria e escrituração, uma taxa de administração (“Taxa de Administração”) equivalente à 0,22% (vinte e dois centésimos por cento) ao ano, À razão de 1/12 (um doze avos) sobre o valor contábil do patrimônio líquido da classe, observado um valor mínimo mensal de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais), atualizado anualmente pela variação do IGP-M, a partir do mês subsequente à data de funcionamento da classe perante a CVM.