O fundo recebe, mensalmente, o resultado gerado pelos ativos que compõem o seu patrimônio. Durante o exercício findo em junho de 2026 o Fundo auferiu rendimentos que somaram R$ 11,44 por cota.
O Fundo seguirá sua política de investimentos, conforme regulamento do mesmo, e poderá buscar possibilidades de ampliação de seu patrimônio.
No exercício encerrado em junho de 2026, o mercado imobiliário, em particular, o segmento de crédito imobiliário estruturado operaram em ambiente de política monetária restritiva, com a taxa básica de juros mantida em patamar contracionista ao longo de todo o período e curvas de juros pressionadas. Nos doze meses encerrados em junho de 2026, o CDI acumulou 14,78%, o IMA-B, benchmark do Fundo, registrou 8,26% e o IFIX, 9,96%. Ao final do período, o IMA-B apresentava yield de IPCA + 8,5% a.a., com duration de 6,0 anos.
Esse quadro produziu dois efeitos simultâneos sobre o mercado de atuação do Fundo. Do lado da demanda por recursos, o custo e a seletividade do crédito bancário, somados à menor disponibilidade de funding direcionado, mantiveram incorporadores, proprietários e operadores de ativos imobiliários recorrendo ao mercado de capitais, sustentando o fluxo de originação de CRI. Do lado da oferta de recursos, a concorrência de aplicações de renda fixa tradicionais remuneradas em patamar elevado exigiu, das operações de crédito imobiliário, spreads e pacotes de garantias compatíveis com o risco assumido, com maior disciplina de preço na originação e ênfase em estruturas com covenants, alienação fiduciária de imóveis, cessão fiduciária de recebíveis e fundos de reserva.
As emissões de CRI totalizaram aproximadamente R$49bi nos doze meses encerrados no período, distribuídas principalmente entre lastros residencial, logístico, shopping center e corporativo, o que preservou a oferta de oportunidades e o poder de negociação do investidor quanto a taxa, garantia e estrutura.
No segmento de fundos imobiliários listados, os fundos de recebíveis mantiveram-se como a maior categoria do IFIX, respondendo por cerca de 38% do índice, com liquidez consistente e preferência do investidor por emissores de maior qualidade e lastros com garantias reais, em detrimento de estruturas de maior risco relativo.
Para carteiras indexadas à inflação, o período combinou carrego elevado, decorrente das taxas reais contratadas na aquisição dos ativos, com pressão sobre a marcação dos papéis de prazo mais longo em razão da abertura das curvas de juros reais. A parcela indexada ao CDI, beneficiou-se diretamente da manutenção da taxa básica em nível elevado, contribuindo para a estabilidade da geração de resultado corrente.
Em contrapartida, o mesmo ambiente de juros elevados exigiu atenção redobrada à capacidade de pagamento dos devedores e ao desempenho comercial dos empreendimentos financiados, dado o encarecimento do crédito ao adquirente final e o seu efeito sobre o ritmo de vendas e sobre os custos de construção. Nesse contexto, a gestão privilegiou operações com garantias reais, razões de garantia com margem sobre o saldo devedor e estruturas de acompanhamento de fluxo, mantendo o monitoramento contínuo da adimplência, da evolução física e comercial dos projetos e dos covenants contratuais.
O Fundo inicia o período seguinte com carteira formada, diversificada e integralmente adimplente, com saldo de aproximadamente R$ 509 milhões em 30/06/2026.
Por indexador, 71% da carteira de CRI está atrelada ao IPCA, com taxa média de aquisição de IPCA + 7,26% a.a., e 29% ao CDI, com taxa média de CDI + 3,00% a.a., resultando em yield de carteira de IPCA + 10,5% a.a. sobre a cota patrimonial e duration de 4,1 anos. Os vencimentos estão distribuídos entre 2028 e 2035 ou mais, com concentração relevante a partir de 2031.
Por lastro, a carteira está distribuída entre lajes corporativas, logística e industrial, residencial e shopping centers, com predominância de ativos localizados no Estado de São Paulo. Por emissor, a carteira apresenta pulverização entre securitizadoras, sem concentração relevante em um único emissor, e as operações contam com pacotes de garantias que combinam alienação fiduciária de imóveis, cessão fiduciária de recebíveis, fundos de reserva e de despesas, fianças e avais, além de covenants contratuais.
Considerando essa composição, a expectativa da gestão para o período seguinte é de continuidade da geração de resultado corrente em linha com as taxas contratadas dos ativos. A parcela indexada ao CDI tende a preservar carrego elevado enquanto a taxa básica de juros permanecer em patamar contracionista, ao passo que a parcela indexada ao IPCA, de duração mais longa, mantém taxas reais atrativas e apresenta maior sensibilidade à trajetória das curvas de juros reais, com potencial de contribuição positiva para a marcação a mercado em cenário de recuo dessas taxas.
Ao longo do período, a gestão pretende manter a diversificação por indexador, emissor, segmento de lastro e região, com seletividade de duration, disciplina de preço e fortalecimento de garantias, combinando originação proprietária e oportunidades táticas no mercado secundário, inclusive por meio da reciclagem de posições e realocação de recursos em ativos com melhor relação entre spread de aquisição e risco.
O acompanhamento das operações permanecerá baseado no monitoramento contínuo da adimplência, da evolução física e comercial dos empreendimentos financiados, das razões de garantia e dos covenants, com discussão periódica em comitê, visitas técnicas aos ativos, verificação de covenants e revisão dos laudos de avaliação das garantias, além do reporte mensal aos cotistas por meio dos relatórios gerenciais.
As perspectivas aqui descritas refletem a avaliação da gestão nesta data e não constituem promessa, garantia ou sugestão de rentabilidade.
O Fundo paga à Administradora e Gestora uma taxa global correspondente a 0,2% (dois décimos por cento) ao ano incidente sobre o valor do patrimônio líquido da Classe Única.