O Fundo teve um resultado contábil positivo no exercício em torno de R$ 50 milhões.
O programa de investimentos para o próximo exercício consistirá na alocação em fundos imobiliários e outros ativos imobiliários, seguindo a política de investimento do Fundo. A gestão priorizará as alocações do RBFM11 em ativos de alta qualidade e que estejam negociando com um valor de mercado com desconto frente aos valores de reposição dos ativos, ou com um potencial de aumento nos resultados. Os investimentos serão realizados pautados em vieses fundamentalistas, visando renda recorrente e ganho de capital no longo prazo.
Seguimos otimistas com o processo de suavização da política monetária, com uma sequência de cortes de juros cuja largada deve ocorrer na reunião do Copom de março (11/03). Embora desdobramentos geopolíticos recentes tragam pressões inflacionárias, avaliamos que seus efeitos serão de natureza transitória, sem alteração estrutural do cenário base.
O câmbio, sustentado em patamares mais apreciados, tem funcionado como âncora fundamental do processo desinflacionário brasileiro, evidenciado de forma nítida na retração dos preços de comercializáveis — em especial, alimentos. Condições de oferta mais benignas devem igualmente contribuir para manter essa categoria, que representa mais de um quinto da cesta do IPCA, em níveis menos pressionados ao consumidor.
As expectativas de inflação seguem convergindo de forma sustentada em direção ao centro da meta — atualmente em 3,91% —, ao passo que os dados de atividade econômica apontam arrefecimento considerável na margem, particularmente no consumo. Esperamos a manutenção dessa dinâmica ao longo de 2026.
O principal ponto de dissonância entre os analistas reside no mercado de trabalho. A inflação de serviços — essencialmente uma inflação salarial — permanece em níveis superiores ao teto da meta, demonstrando elevada resiliência. A combinação de reajustes salariais acima do INPC, avanço da formalização da força de trabalho e desemprego em mínimas históricas (5,4% na última PNAD Contínua) tende a sustentar esse desafio à autoridade monetária. O maior grau de indexação dessa categoria reduz a sensibilidade dos preços ao aperto monetário no curto prazo, limitando a velocidade da convergência.
Assim, para 2026 projetamos crescimento econômico modesto, próximo a 1,7%, com desaceleração continuada do consumo e acomodação gradual dos preços livres — a despeito da persistência no componente de serviços. O principal risco mapeável ao cenário é o papel do câmbio no processo desinflacionário: a volatilidade do dólar e a escalada de tensões geopolíticas permanecem como vetores com potencial de trazer consequências deletérias à inflação doméstica.
Para 2026, as projeções macroeconômicas apontam para um ambiente desafiador tanto no cenário internacional quanto no doméstico . Nos Estados Unidos, a expectativa é de que o Federal Reserve mantenha uma postura cautelosa, diante de uma inflação projetada ainda acima da meta. No Brasil, o mercado projeta que a taxa Selic deve encerrar 2026 em torno de 12,25% a.a., refletindo expectativas de gradual flexibilização após o patamar elevado de 2025. Nesse contexto, os fundos imobiliários possuem um potencial relevante de apreciação no mercado secundário. A performance do mercado imobiliário tem se demonstrado resiliente, mesmo em um cenário de juros alto, o que também deve favorecer o resultado dos fundos imobiliários.
A Classe pagará à Administradora uma taxa de administração (“Taxa de Administração”), equivalente a 0,78% (setenta e oito centésimos por cento) ao ano sobre o valor de mercado da Classe, calculado com base na média diária da cotação de fechamento das suas cotas de emissão no mês anterior ao do pagamento da taxa de administração pela Classe, apurada diariamente, com base nos últimos 252 (duzentos e cinquenta e dois) dias úteis, observada uma remuneração mínima equivalente a R$35.000,00 (trinta e cinco mil reais) mensais, reajustada anualmente, a partir de 19 de agosto de 2019, pela variação positiva do IGP-M/FGV.