O fundo recebe, mensalmente, o resultado gerado pelos ativos que compõem o seu patrimônio. Durante o exercício de 2025 o Fundo auferiu rendimentos que somaram R$ 2,688 por cota.
O Fundo seguirá sua política de investimentos, conforme regulamento do mesmo, e poderá buscar possibilidades de ampliação de seu patrimônio.
Frente à deterioração macroeconômica observada no final de 2024, as expectativas para 2025 eram de um período de juros elevados e forte pressão inflacionária. A projeção inicial do mercado para o fim de 2025 era de uma taxa SELIC de 15%, IPCA de 4,99%, acima do teto da meta, e dólar cotado a R$6,00. Ao longo do ano os juros convergiram para as expectativas, com a SELIC atingindo 15% após a reunião do COPOM de junho, e permanecendo nesse patamar desde então. As expectativas de inflação apresentaram uma deterioração ao longo do primeiro trimestre, com a projeção do IPCA atingindo o máximo anual de 5,68% no relatório FOCUS da primeira semana de março, impulsionado pela imposição de tarifas sobre o comércio internacional pelo governo americano e as incertezas sobre o cenário fiscal doméstico. Ao longo do segundo semestre, a pressão inflacionária apresentou uma leve melhora, com o IPCA acumulado de 4,26% em 2025, abaixo do teto da meta e das projeções iniciais, mas ainda acima da meta de 3,00%. Mesmo com a elevação da taxa de juros, 2025 foi um ano de performance positiva para os mercados de renda variável, com uma alta do IBOV de 34,0% e 21,1% para o IFIX. O momento de alta da indústria proporcionou ao HFOF uma oportunidade de aferir um retorno positivo relevante, fruto da alocação em ativos com potencial de valorização, feita em uma janela oportunística com o momento de baixa da indústria que antecedeu a recuperação observada em 2025. Vale comentar que parte do lucro obtido, que compõe a base de rendimentos distribuídos, foi compensado com prejuízos realizados. Desta forma, nos permitiu reduzir a posição em ativos que não enxergávamos perspectivas positivas, sem impactar negativamente o dividendo mensal, e alocar em outras oportunidades que viriam trazer um aumento patrimonial para o fundo.
A expectativa para 2026 é de uma redução gradual da taxa de juros e uma menor pressão inflacionária. O primeiro relatório FOCUS do ano aponta uma SELIC de 12,25% e um IPCA acumulado de 4,06% para o final do ano, ambos abaixo dos patamares de 2025. A expectativa de melhora nas condições econômicas é acompanhada de certa cautela com as eleições, devido em conjunto pela incerteza com o resultado e a tendencia de maiores gastos governamentais. Os primeiros meses de 2026 ilustram essa dualidade entre a expectativa de melhora e as incertezas, com uma valorização expressiva dos ativos de renda variável, seguida de uma maior pressão inflacionária devido às ofensivas militares norte americanas no Oriente Médio. Mesmo diante das incertezas, as expectativas otimistas, em principal com relação à redução dos juros, implicam em um cenário positivo para os fundos imobiliários. Nesse cenário, entendemos que o portfólio do HFOF se encontra posicionado para capturar um retorno positivo com um aumento do resultado recorrente e uma valorização dos ativos investidos, principalmente nos FIIs de tijolo. Embora 2025 tenha sido caracterizado pela compressão do desconto dos fundos imobiliários, as taxas de juros ainda elevadas mantêm aberta a janela de oportunidade para investimentos em ativos com potencial de valorização. Uma das principais formas de captura dessa valorização é via o investimento em cotas de fundos de fundos (FOF), que apresentam cotações com desconto em frente ao seu valor patrimonial, e que muitas vezes tem uma carteira composta por fundos de tijolo que por sua vez estão descontados, criando uma dinâmica de “duplo desconto” com potencial adicional de valorização quando comparado ao investimento direto em FIIs de tijolo.
O Fundo paga à Administradora uma taxa global correspondente a 0,6% (seis décimos por cento) ao ano sobre o valor de mercado das cotas do Fundo, provisionada diariamente e paga mensalmente até o 5º (quinto) dia útil de cada mês subsequente ao da prestação dos serviços.