O Resultado no exercicio findo foi de R$ 46.091 mil
Para os exercícios seguintes, a Gestora pretende manter a estratégia de alocação dos recursos do Fundo em ativos imobiliários, predominantemente em CRIs, buscando operações que apresentem relação adequada entre risco e retorno, estruturas robustas de garantias e níveis de remuneração compatíveis com os riscos assumidos.
A estratégia de investimentos continuará pautada na análise criteriosa dos projetos, devedores, incorporadores e demais participantes das operações, com destaque para oportunidades de originação própria, nas quais a Gestora possui maior participação no processo de estruturação, definição de garantias e acompanhamento dos projetos.
Os recursos provenientes de amortizações ordinárias e extraordinárias, pré-pagamentos e demais eventos de liquidez da carteira deverão ser continuamente avaliados para reinvestimento, observadas as condições de mercado e a disponibilidade de operações consideradas adequadas à política de investimentos do Fundo.
A Gestora pretende, ainda, manter uma gestão ativa da carteira, avaliando oportunidades tanto no mercado primário quanto no mercado secundário e buscando diversificação entre emissores, projetos, segmentos imobiliários, indexadores e estruturas de crédito, sempre em conformidade com a política de investimentos e os limites previstos no Regulamento do Fundo.
O período foi marcado pela manutenção de condições monetárias restritivas no Brasil, com taxas de juros reais e nominais em patamares elevados e expectativas de inflação ainda acima da meta perseguida pelo Banco Central. Ao longo de 2026, o Banco Central iniciou um processo gradual de redução da taxa Selic, que atingiu 14,25% a.a. ao final de junho, mantendo, contudo, uma postura cautelosa diante da persistência das pressões inflacionárias e das incertezas no cenário doméstico e internacional.
No mercado imobiliário, apesar do ambiente de juros elevados e do consequente encarecimento do crédito, os indicadores de atividade permaneceram resilientes. O segmento residencial apresentou continuidade no volume de lançamentos. O ambiente de crédito mais restritivo reforçou a importância de fontes alternativas de financiamento para incorporadores e demais participantes do mercado imobiliário.
Nesse contexto, o mercado de capitais manteve papel de destaque no financiamento das incorporadoras brasileiras. O mercado de securitização imobiliária continuou oferecendo alternativas de funding por meio de CRIs, ainda que o volume mensal de emissões tenha apresentado oscilações ao longo do período.
Para os fundos de crédito imobiliário, o cenário de taxas de juros elevadas contribuiu para a manutenção de remunerações atrativas nas operações de crédito, ao mesmo tempo em que exigiu maior seletividade na originação e acompanhamento contínuo da capacidade financeira dos devedores e dos projetos financiados. Dessa forma, permaneceram relevantes a qualidade das garantias, a estrutura de subordinação das operações, os mecanismos de proteção e o monitoramento do andamento dos empreendimentos.
Para o período seguinte, a Gestora entende que o ambiente deverá continuar oferecendo oportunidades para estratégias de crédito imobiliário, especialmente em operações estruturadas com remuneração adequada, boas garantias e devedores e projetos com fundamentos considerados sólidos.
A composição da carteira, formada predominantemente por ativos de crédito imobiliário remunerados por índices de inflação, tende a proporcionar geração recorrente de resultado enquanto permanecer o atual patamar de remuneração dos ativos. Eventual continuidade do ciclo de redução das taxas de juros poderá alterar gradualmente a dinâmica de remuneração de novas operações e dos ativos indexados ao CDI, ao mesmo tempo em que poderá contribuir para a melhora das condições de financiamento, da atividade imobiliária e da capacidade de refinanciamento dos devedores.
Nos ativos indexados à inflação, a Gestora entende que a remuneração contratada continua proporcionando exposição ao comportamento dos índices de preços acrescida dos respectivos spreads das operações. Nos demais ativos, a evolução das taxas de juros, spreads de crédito e condições de liquidez do mercado deverá continuar sendo acompanhada para avaliação de novas alocações e eventuais movimentações da carteira.
A Gestora seguirá priorizando a preservação de capital, o acompanhamento próximo das operações existentes e a seletividade na realização de novos investimentos, buscando aproveitar oportunidades decorrentes de amortizações, pré-pagamentos e novas originações. Permanecerá também o acompanhamento dos principais fatores de risco da carteira, incluindo evolução das obras, velocidade de vendas dos empreendimentos, níveis de cobertura das garantias, capacidade de pagamento dos devedores e condições de refinanciamento das operações.
A Classe possui uma taxa Global fixa e anual, de 0,95% (noventa e cinco centésimos por cento) sobre o Patrimônio Líquido ou sobre o Valor de Mercado da Classe, caso as Cotas tenham integrado ou passado a integrar, neste período, índice de mercado, pelos serviços de administração e gestão da Classe do Fundo, observado o valor mínimo mensal de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) mensais, o qual será reajustado anualmente pela variação positiva do IPCA/IBGE ou índice equivalente que venha a substituí-lo. A Taxa de Global engloba os pagamentos devidos ao Administrador e ao Gestor, não incluindo os valores correspondentes ao Custodiante e aos demais encargos do Fundo e/ou da Classe, os quais serão debitados da Classe de acordo com o disposto no Regulamento, no Anexo e na regulamentação aplicável.