No exercício social findo em 30 de junho de 2026, o Fundo deu continuidade à estratégia de alocação em ativos logísticos por meio de desenvolvimentos built to suit com locatários de primeira linha e de uma carteira complementar de cotas de fundos de investimento imobiliário gerando carrego. Os principais eventos do período foram: (i) a assinatura, em abril de 2026, do contrato de locação atípica com a Amazon para o desenvolvimento do empreendimento CPLG Amazon SJP, em São José dos Pinhais/PR (60.705 m², participação de 77% do Fundo, prazo de 10 anos, yield on cost projetado de IPCA + 10,50% a.a.); (ii) os aportes realizados nas SPEs dos empreendimentos CPLG Meli Jacareí e CPLG Amazon SJP para o avanço das obras; (iii) a conclusão das obras do CPLG Meli Imigrantes, cuja entrega e início da locação ao Mercado Livre ocorreram no início do exercício seguinte; e (iv) a aplicação da liquidez do Fundo em cotas de FII do segmento logístico e em CRI, conforme a relação de ativos adquiridos no item 2.
O resultado contábil do exercício foi de R$ 17,5 milhões, correspondente a R$ 0,31 por cota, considerando a quantidade de cotas em circulação na data-corte de 30/06/2026. Esse montante foi composto principalmente por rendimentos de cotas de FII e por resultado de venda de ativos do portfólio.
Na visão do Administrador e do Gestor, o exercício consolidou a fase de desenvolvimento da carteira: os três empreendimentos em curso avançaram para a etapa de conclusão e entrega e a carteira passou a apresentar potencial de geração de renda compatível com a tese de investimento, o que culminou na negociação de venda do portfólio divulgada em setembro de 2026 (vide item 3).
O programa de investimentos do Fundo para os exercícios seguintes está, em grande parte, pautado na operação divulgada em Fato Relevante de 03/09/2026: a assinatura de memorando de entendimentos (MoU) para a alienação da totalidade das participações do Fundo nos empreendimentos CPLG Meli Imigrantes (São Bernardo do Campo/SP, concluído), CPLG Meli Jacareí (Jacareí/SP, em construção) e CPLG Amazon SJP (São José dos Pinhais/PR, em construção), que somam 182.475 m² de área bruta locável proporcional à participação do Fundo.
Mesmo após a assinatura dos documentos definitivos, o Fundo seguirá aportando recursos para a conclusão das obras, conforme os cronogramas contratuais: CPLG Amazon SJP, com entrega prevista para o primeiro trimestre de 2027, e CPLG Meli Jacareí, com entrega prevista para maio de 2027. A gestão manterá o acompanhamento semanal das obras por gerenciadora independente e dos marcos de Habite-se, AVCB e entrada dos locatários.
Os recursos decorrentes da operação (cotas do BTLG11 recebidas no fechamento, parcelas remanescentes e sua remuneração) serão administrados de acordo com a política de investimentos do Fundo, com realocação gradual em ativos-alvo: cotas de fundos de investimento imobiliário do segmento logístico, certificados de recebíveis imobiliários com lastro em ativos logísticos e, de forma seletiva, novos empreendimentos built to suit com locatários de primeira linha e imóveis logísticos performados, priorizando galpões de padrão classe A em regiões consolidadas.
O mercado de galpões logísticos brasileiro atravessou, no exercício social findo em 30 de junho de 2026, um dos períodos mais favoráveis de sua história do ponto de vista da demanda. Isso foi refletido em uma taxa de vacância cada vez mais baixa e um preço médio de aluguel por metro quadrado em crescentes consecutivas, mês após mês. A gestão observa que isso se dá, em boa parte, pelo avanço e crescimento dos players de e-commerce na economia brasileira, hoje presentes no dia a dia da população como um todo. A demanda continuou liderada pelo comércio eletrônico e pela logística de última milha, com Mercado Livre, Shopee e Amazon entre os principais ocupantes, o que sustenta contratos atípicos (built to suit) de longo prazo e favorece empreendimentos localizados nos principais eixos de distribuição de grandes regiões metropolitanas. Do ponto de vista do fundo, essa combinação de vacância historicamente baixa, absorção recorde e preços em alta reforçou o valor dos empreendimentos em desenvolvimento e criou condições para a reciclagem de portfólio com ganho de capital.
Do lado do capital, o ambiente foi mais desafiador: a manutenção da taxa básica de juros em patamar elevado ao longo de boa parte do exercício pressionou o custo de capital, a precificação das cotas de fundos imobiliários no mercado secundário e a viabilidade de novos desenvolvimentos, além de encarecer o financiamento das obras. Esse cenário ampliou a diferença entre o valor patrimonial e o valor de mercado das cotas de FII de tijolo, o que, por outro lado, gerou oportunidades de alocação em cotas de fundos negociadas com desconto e em CRI com taxas atrativas.
Com base na composição da carteira, a perspectiva segue sendo a de desenvolver as obras dos ativos hoje integrantes do portfólio do fundo e ficar atentos a boas oportunidades de desinvestimento, como a anunciada em setembro de 2026. Se consumada, o Administrador e o Gestor têm perspectiva positiva para o exercício em curso. O fechamento da venda das participações nos empreendimentos CPLG Meli Imigrantes, CPLG Meli Jacareí e CPLG Amazon SJP, previsto para o meio do exercício, deve resultar em um bom ganho de capital e desmobilização de recursos para alocação em novas oportunidades.
Por isso, os principais pontos de atenção para o período são a conclusão das obras dentro dos prazos contratuais - em especial a obtenção do Habite-se e do AVCB, que dependem em parte de órgãos públicos -, eventuais custos adicionais de obra, o cumprimento das condições precedentes da transação, e a evolução das taxas de juros, que afeta a precificação das cotas investidas pelo fundo e, portanto, seu valor patrimonial. A liquidez decorrente da operação será realocada de forma gradual em ativos-alvo do segmento logístico (FII, CRI, imóveis performados e novos desenvolvimentos seletivos), preservando o perfil de risco do Fundo e buscando a manutenção de resultado recorrente compatível com o guidance divulgado.
9.1 O ADMINISTRADOR receberá por seus serviços de administração, escrituração, tesouraria, custódia e controladoria, uma taxa de administração equivalente à soma dos seguintes montantes (“Taxa de Administração”): 9.2 0,10% (dez centésimos por cento) ao ano, calculado sobre o patrimônio líquido do Fundo (“Base de Cálculo da Taxa de Administração”), observado o valor mínimo mensal de R$ 10.000,00 (dez mil reais), atualizado anualmente segundo a variação do IGP-M, a partir do mês subsequente à data de funcionamento do FUNDO perante a CVM 9.2.1 A Taxa de Administração será calculada mensalmente por período vencido e paga até o 5º (quinto) dia útil do mês subsequente ao mês em que os serviços forem prestados 9.2.2 O ADMINISTRADOR pode estabelecer que parcelas da Taxa de Administração sejam pagas diretamente pela classe aos prestadores de serviços contratados, desde que o somatório dessas parcelas não exceda o montante total da Taxa de Administração.