No exercício social encerrado em 30 de junho de 2026, o Fundo auferiu receitas totais de aproximadamente R$ 23,1 milhões, das quais R$ 22,3 milhões decorrentes do resultado das participações nos shopping centers da carteira e R$ 0,9 milhão de rendimentos das aplicações de caixa. Deduzidas as despesas do Fundo (taxa de administração e gestão, custódia, auditoria, laudos de avaliação e demais despesas operacionais), de aproximadamente R$ 2,6 milhões, o resultado do exercício, apurado pelo regime de caixa, foi de aproximadamente R$ 20,6 milhões, equivalente a R$ 0,65 por cota. Foram distribuídos aos cotistas, na forma de rendimentos mensais, aproximadamente R$ 19,8 milhões (R$ 0,60 por cota), observado o mínimo de 95% dos lucros apurados pelo regime de caixa em cada semestre, com retenção do saldo remanescente em reserva. No exercício, o Fundo concluiu sua 2ª emissão de cotas, com captação de R$ 20,0 milhões, e utilizou parte dos recursos para quitar a última parcela devida pela aquisição das participações, encerrando o exercício sem endividamento. Os imóveis da carteira foram reavaliados por empresa especializada independente, na forma do regulamento, com redução de aproximadamente R$ 20,1 milhões no valor contábil dos ativos (de R$ 358,1 milhões para R$ 338,0 milhões), efeito sem impacto no resultado caixa nem na distribuição de rendimentos, mas refletido no patrimônio líquido, que encerrou o exercício em R$ 351,6 milhões (R$ 10,46 por cota), com 9.565 cotistas. No plano operacional, destacam-se a satelitização da antiga área da Tok&Stok no Garten Shopping, em Joinville, com a chegada de operações de gastronomia de maior atratividade e receita por m², e a conclusão da nova fachada do Neumarkt Shopping, em Blumenau, além da renovação do mix com marcas exclusivas no Estado.
O Fundo tem por objetivo a geração de renda por meio de participações em shopping centers dominantes em Santa Catarina, integrantes do portfólio do Grupo Almeida Junior, maior operador de shoppings do Estado. A carteira é composta por participações nos seis empreendimentos do grupo — Continente Shopping (17,85%), Nações Shopping (17,75%), Norte Shopping (14,02%), Neumarkt Shopping (6,20%), Garten Shopping (3,35%) e Balneário Shopping (1,00%) —, totalizando cerca de 22,5 mil m² de ABL própria. O programa de investimentos está concentrado na maturação e na valorização desses ativos. No exercício fundo, foram concluídas a satelitização da antiga área da Tok&Stok no Garten Shopping, em Joinville, com a chegada de operações de gastronomia de maior atratividade e receita por m², e a nova fachada do Neumarkt Shopping, em Blumenau. Para os exercícios seguintes, destacam-se: (i) a expansão do Balneário Shopping, que amplia a ABL e consolida o ativo como principal destino de moda, gastronomia e lifestyle do litoral catarinense; e (ii) a satelitização das áreas ocupadas pela Havan e pela Americanas no Neumarkt Shopping, convertendo grandes áreas âncora de baixo aluguel por m² em múltiplas operações satélites de marcas nacionais e gastronomia qualificada, com incremento relevante de receita por m². Na 2ª emissão de cotas, encerrada em fevereiro de 2026, o Fundo captou R$ 20,0 milhões (2.000.000 de novas cotas ao preço de R$ 10,00, sendo R$ 9,90 de preço de emissão), de um montante inicial de R$ 30,0 milhões, elevando o número de cotas para 33.625.978. Os recursos foram destinados à quitação, em maio de 2026, da última parcela devida ao Grupo Almeida Junior pela aquisição das participações (cerca de R$ 9,8 milhões) e ao reforço de caixa para fazer frente à parcela do Fundo nos investimentos de capex futuros, tendo o saldo sido aplicado em renda fixa e em certificados de recebíveis imobiliários (cerca de R$ 10,0 milhões) até sua utilização. O Fundo não possui endividamento. A gestão seguirá avaliando, de forma disciplinada, a ampliação da participação do Fundo nos ativos atuais e a participação em eventuais novos shopping centers que venham a ser adquiridos ou desenvolvidos pelo grupo, condicionadas a novas emissões de cotas e à preservação do perfil de risco do Fundo.
O setor de shopping centers brasileiro encerrou 2025 com faturamento recorde de R$ 200,9 bilhões, taxa de ocupação média de 95,4%, inadimplência em mínima histórica (4,3%) e crescimento de 4% no gasto médio por visitante, apesar do ambiente de juros elevados, que pressionou o custo de capital do setor e manteve as cotas de fundos imobiliários negociadas com desconto em relação ao valor patrimonial, restringindo o mercado de novas emissões. Santa Catarina, onde se localiza a totalidade da carteira do Fundo, manteve desempenho superior à média nacional: crescimento do PIB de 2,9% nos 12 meses encerrados em março de 2026 (contra 2,0% no Brasil), menor taxa de desemprego do país (2,7% no 1º trimestre de 2026) e renda média do trabalho acima da nacional, sustentando o consumo nas praças em que o Fundo atua. Nesse contexto, a posição do Grupo Almeida Junior — detentor de cerca de 71% do mercado de shopping centers do Estado, com ativos dominantes em suas respectivas regiões — confere aos empreendimentos da carteira resiliência diferenciada e elevado poder de negociação junto às redes varejistas, que priorizam presença nos shoppings do grupo para acessar o consumidor catarinense. Essa força comercial se traduz em menor necessidade de concessão de allowances e incentivos para a atração de lojistas do que a média da indústria, em ciclos de comercialização mais curtos e na capacidade de renovar o mix com marcas exclusivas no Estado (59 novas operações inauguradas nos shoppings do grupo em 2026, incluindo Zara Home, Tânia Bulhões, Coco Bambu, C&A, Levi's e Intimissimi), tornando os resultados do Fundo menos sensíveis a oscilações macroeconômicas do que os de outros players do segmento.
A carteira do Fundo é composta por participações em shopping centers dominantes e maduros, com receitas contratadas e indexadas à inflação, operados por grupo com liderança inconteste em Santa Catarina, o que sustenta a expectativa de manutenção e crescimento gradual da geração de caixa no exercício seguinte. A maturação das novas operações inauguradas no Garten Shopping, a satelitização das áreas da Havan e da Americanas no Neumarkt Shopping e a expansão do Balneário Shopping deverão contribuir com incremento de receita à medida que as novas lojas sejam inauguradas e atinjam maturidade, com efeito crescente ao longo dos próximos exercícios. O Fundo não possui endividamento e dispõe de caixa aplicado em renda fixa e em certificados de recebíveis imobiliários para fazer frente à sua parcela nos investimentos programados, sem necessidade de captação adicional para os projetos em curso. A continuidade do bom desempenho da economia catarinense e o eventual início de um ciclo de redução da taxa básica de juros tendem a favorecer tanto o desempenho operacional dos ativos quanto as condições de captação para novas emissões e a valorização das cotas do Fundo no mercado secundário. A gestão seguirá monitorando o cenário macroeconômico, o desempenho operacional dos empreendimentos e a execução dos investimentos de capex, com foco na preservação do patrimônio e na distribuição recorrente de rendimentos aos cotistas.
O FUNDO pagará pelos serviços de administração, custódia, controladoria, tesouraria, escrituração das COTAS e gestão da carteira do FUNDO nos termos deste REGULAMENTO e em conformidade com a regulamentação vigente, uma remuneração equivalente a 0,70% (setenta centésimos por cento) ao ano sobre a BASE DE CÁLCULO DA TAXA DE ADMINISTRAÇÃO, observado o valor mínimo mensal de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), corrigido anualmente pela variação positiva do IPCA em janeiro de cada ano. A TAXA DE ADMINISTRAÇÃO será provisionada diariamente com base no PATRIMÔNIO LÍQUIDO do DIA ÚTIL imediatamente anterior, na base de 252 (duzentos e cinquenta e dois) DIAS ÚTEIS e paga mensalmente até o 5º (quinto) DIA ÚTIL do mês subsequente ao mês em que os serviços forem prestados.