No exercicio encerrado em 31 de dezembro de 2025, o Fundo apresentou um Resultado Operacional positivo de R$ 458 mil, e um Prejuízo Líquido de R$ 50.563 mil. No exercício não houve distribuição de rendimentos aos cotistas.
O Fundo segue a política de investimento descrita em seu Regulamento e poderá realizar novos investimentos dentro dos parâmetros estabelecidos no Regulamento. No momento de fechamento do presente Informe, não há qualquer investimento em análise.
Em 2025, o mercado imobiliário brasileiro foi influenciado, principalmente, pela evolução do cenário macroeconômico doméstico, em especial pela dinâmica de inflação, taxa de juros, crédito e atividade econômica. Dada a realidade de “juros altos por mais tempo”, observou-se ambiente de maior seletividade na alocação de capital e na precificação de riscos, com desempenho heterogêneo entre segmentos, refletindo diferenças de fundamentos, qualidade dos ativos e estrutura contratual. Para investidores com horizonte de longo prazo, permaneceram relevantes a disciplina na originação/seleção de ativos, a avaliação de risco de contraparte e a robustez de garantias e contratos, conforme aplicável.
Logística manteve fundamentos relativamente resilientes e maior diferenciação por qualidade e localização dos ativos. Shoppings seguiram correlacionados ao consumo e ao crédito, com resultados dependentes da dominância regional e da gestão operacional. Crédito imobiliário permaneceu sensível ao patamar de juros e spreads, reforçando a importância de estrutura, garantias e monitoramento. Quanto ao desenvolvimento de novos projetos imobiliários, o retorno continuou fortemente dependente de execução, custos, licenciamento e timing de mercado.
O Fundo continuará investindo conforme a política prevista em seu Regulamento. Para 2026, a perspectiva base do setor permanece vinculada a (i) trajetória de juros e inflação, (ii) crescimento da atividade e do emprego, e (iii) condições de crédito e liquidez do mercado de capitais. Um cenário de continuidade de queda (ou estabilização em patamar menor) das taxas de juros tende a favorecer a compressão de prêmios de risco e a valorização de ativos de renda bem posicionados, ao mesmo tempo em que pode elevar a competição por bons ativos e estruturas de crédito de maior qualidade. No segmento logístico, a tendência é de manutenção de fundamentos relativamente robustos, com ênfase crescente em ativos com especificações modernas e localização estratégica; o principal ponto de atenção é a evolução da oferta em determinadas praças e sua influência sobre vacância e incentivos comerciais. Em shoppings, o desempenho deve seguir correlacionado ao consumo e ao crédito, com destaque para a gestão ativa e para a capacidade do ativo de sustentar fluxo e ocupação em diferentes condições econômicas. Em crédito imobiliário, o ambiente pode se tornar mais propício à originação e à reprecificação, desde que preservada disciplina de estrutura, garantias e seleção de risco. Por fim, em desenvolvimento, a captura de valor tende a depender do equilíbrio entre custo de construção, funding e tração comercial, mantendo-se a importância de marcos de execução e mecanismos de mitigação de risco.
Pela administração do Fundo, nela compreendida as atividades de administração do Fundo, tesouraria, custódia, controle e processamento dos títulos e valores mobiliários integrantes de sua carteira e escrituração da emissão de suas Cotas, o Fundo pagará ao Administrador uma Taxa de Administração, equivalente a 0,10% (dez décimos por cento) ao ano, sobre o Patrimônio Líquido do Fundo, observado o valor mínimo mensal de R$ 10.000,00 (dez mil reais), valor este que será atualizado anualmente, pela variação positiva do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) apurado e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.