Durante o exercício de 2025, o Fundo anunciou distribuição de rendimentos que somaram R$ 52.759.719. No mesmo período, o Fundo gerou um resultado base caixa de R$ 53.123.429, refletindo a consistência operacional da carteira e a qualidade dos contratos vigentes, mesmo diante de um ambiente macroeconômico com taxa Selic no maior patamar em quase duas décadas.
O Fundo seguirá sua política de investimentos, conforme estabelecido em seu regulamento, mantendo o foco na alocação em ativos de varejo urbano bem localizados, com inquilinos de elevada qualidade de crédito e contratos estruturados com proteção inflacionária. Para os exercícios seguintes, a gestão continuará avaliando oportunidades de ampliação do patrimônio, com critério seletivo e atenção à qualidade dos ativos, dos locatários e à previsibilidade dos fluxos de caixa. O processo de seleção e monitoramento de novos ativos considera, de forma rigorosa, a saúde financeira dos locatários, a solidez dos contratos e a capacidade de geração de renda recorrente, elementos considerados essenciais em um ambiente macroeconômico ainda desafiador.
O mercado de fundos imobiliários obteve em 2025 uma recuperação. Após acumular queda de mais de 5% em 2024, o IFIX registrou alta de 21,1% em 2025. Esse desempenho foi impulsionado por três vetores principais: os valuations extremamente descontados no início do ano, a melhora dos indicadores operacionais nos segmentos de tijolo e a blindagem regulatória do mercado, com a manutenção da isenção de imposto de renda para pessoas físicas. No segmento de tijolo, destacaram-se a queda de vacância em diversas classes de ativos, o crescimento das vendas em shoppings centers e a maior estabilidade operacional nos fundos de renda urbana.
Para o segmento de varejo e renda urbana especificamente, o exercício reforçou a característica estrutural de resiliência da classe. A resiliência dos fundos de renda urbana advém principalmente de contratos atípicos de locação, com prazos mais extensos, preços mais elevados e maior previsibilidade de receita e de rentabilidade. Mesmo em um ambiente de Selic em 15% ao ano — o maior nível desde 2006 —, fundos de logística, varejo e híbridos apresentaram dividend yields elevados, refletindo contratos bem estruturados, baixa vacância e reajustes inflacionários ao longo do ano.
O segmento de renda urbana também se destaca pela atratividade dos imóveis varejistas bem localizados, cujos terrenos tendem a se valorizar ao longo do tempo, especialmente em regiões consolidadas ou em franca expansão. Essa combinação de geração de caixa previsível com potencial de valorização patrimonial posiciona o segmento de forma favorável frente às demais classes de FIIs, mesmo em ciclos econômicos mais restritivos.
Não obstante os aspectos positivos, o segmento de varejo não esteve imune a riscos ao longo do exercício. O ambiente de juros elevados e desaceleração do consumo pressiona as margens operacionais de parte dos varejistas, elevando o risco de deterioração financeira de locatários, risco que se materializou, no período, em alguns casos relevantes no setor, com operadores de grande porte buscando processos de reestruturação de dívidas. Esses eventos reforçam a importância de uma gestão ativa e criteriosa na avaliação contínua da saúde financeira dos locatários e da estruturação dos contratos, elementos que a Gestão acompanha de forma sistemática e que permanecem como pilares centrais da estratégia do Fundo.
Para 2026, as perspectivas para o segmento de varejo e renda urbana seguem construtivas, sustentadas pela qualidade da carteira e pelo ambiente macroeconômico em transição. A Gestão manterá o foco na preservação dos contratos vigentes, no monitoramento da inadimplência e na gestão ativa dos vencimentos contratuais, buscando reajustes e renovações em condições favoráveis ao Fundo.
A Gestão seguirá acompanhando de forma próxima a situação financeira dos locatários. Eventuais sinais de deterioração serão monitorados com antecedência, de forma a preservar a integridade dos fluxos de caixa e a capacidade de distribuição de rendimentos aos cotistas.
A gestão seguirá avaliando oportunidades de ampliação da carteira, com eventual diversificação do ponto de vista de locatários, sempre com atenção à qualidade dos ativos, à localização estratégica dos imóveis e à capacidade de geração de renda recorrente para os cotistas.
Pela prestação dos serviços de administração e gestão da Classe Única, são devidas as seguintes taxas, calculadas sobre o Patrimônio Líquido e pagas mensalmente:
I. Taxa de Administração: devida à Administradora pelos serviços de administração, custódia, escrituração e controladoria, equivalente a 0,10% ao ano, observado o valor mínimo mensal de R$ 18.500,00.
II. Taxa de Gestão: devida à Gestora pelos serviços de gestão, equivalente a 0,085% ao ano, observado o valor mínimo mensal de R$ 8.000,00.
As taxas serão provisionadas diariamente (base 252 dias úteis) e pagas mensalmente até o 5º (quinto) Dia Útil do mês subsequente ao vencido. Os valores mínimos mensais serão reajustados anualmente com base na variação positiva do IPCA. O Fundo não possui taxa de performance, ingresso e/ou de saída.