No exercício encerrado em 30 de junho de 2025, o Fundo apresentou rentabilidade negativa de -1,89% sobre o valor da cota, encerrando o período com patrimônio líquido de R$ 61,1 milhões, frente a R$ 62,3 milhões no exercício anterior. Apesar da variação negativa decorrente, principalmente, de ajustes a valor justo dos ativos imobiliários e dos CRA, o Fundo registrou receitas relevantes, que permitiram a distribuição de R$ 4,3 milhões em rendimentos aos cotistas. O percentual médio de rendimentos apropriados por cota no exercício foi de 7,01%, reforçando a geração de caixa dos ativos, mesmo diante das oscilações de mercado.
O Fundo continuará a executar sua estratégia de alocação voltada à aquisição e desenvolvimento de ativos rurais de alta qualidade, com foco em regiões estratégicas para o agronegócio brasileiro. Para os próximos exercícios, o plano contempla a consolidação das aquisições já contratadas, bem como a prospecção de novas áreas em Mato Grosso, privilegiando propriedades com elevado potencial produtivo e possibilidade de valorização de longo prazo, especialmente em regiões beneficiadas por avanços logísticos e infraestrutura de irrigação.
Adicionalmente, permanece em análise o investimento em CRAs, de forma a otimizar a relação risco-retorno e ampliar o potencial de geração de valor ao cotista. O cronograma de investimentos será ajustado conforme as condições de mercado, respeitando a disciplina de capital e a diligência técnica que norteiam a gestão do Fundo.
Em 2025, o mercado imobiliário rural manteve-se atrativo no Brasil, embora influenciado por um cenário macroeconômico de maior volatilidade. A taxa Selic em patamar elevado e a persistência de pressões fiscais reduziram a liquidez do mercado de capitais, o que impactou o apetite por ativos de risco no curto prazo. Apesar disso, o segmento de terras agrícolas continuou apresentando fundamentos sólidos, sustentado pela valorização estrutural das áreas produtivas em regiões estratégicas do agronegócio, como o Mato Grosso, impulsionada pela expansão logística (BR-242 e Ferrovia FICO) e pelo avanço tecnológico em produtividade.
O período também foi marcado por aumento da demanda por ativos reais como forma de proteção em um ambiente de incerteza macroeconômica, reforçando o papel das terras agrícolas como instrumento de preservação de valor e geração de renda no longo prazo. Nesse contexto, o Fundo manteve sua estratégia de aquisição e desenvolvimento de propriedades rurais de alta qualida
Para o próximo exercício, o Fundo seguirá sua estratégia de consolidação de portfólio por meio da aquisição de novas propriedades rurais, destacando-se a negociação avançada de duas fazendas em regiões estratégicas do Mato Grosso. Essas aquisições deverão ampliar a escala produtiva e contribuir para a diversificação do portfólio, tanto em culturas agrícolas quanto em potencial de arrendamento.
Paralelamente, a oferta em andamento permitirá a captação de novos recursos, reforçando a capacidade de execução do plano de investimentos e possibilitando a diluição do risco pela maior pulverização de ativos. Assim, o Fundo projeta ganhos de robustez operacional e patrimonial, fortalecendo sua posição no mercado e ampliando a geração de valor de longo prazo para os cotistas.
O Administrador receberá por seus serviços uma taxa de administração equivalente a 0,13% (zero vírgula treze por cento) ao ano, calculado sobre o Patrimônio Líquido da Classe Única, a ser paga mensalmente, por período vencido, até o 5º (quinto) Dia Útil do mês subsequente ao da prestação do serviço, assegurado o valor mínimo mensal de R$ 14.000,00 (quatorze mil reais), corrigido anualmente pelo IPCA (“Taxa de Administração”).
O Escriturador receberá por seus serviços uma taxa de escrituração correspondente a 0,03% (zero vírgula zero três por cento) ao ano, calculado sobre o Patrimônio Líquido da Classe Única até o 5º (quinto) Dia Útil do mês subsequente ao da prestação do serviço (“Taxa de Escrituração”), sendo certo que o percentual indicado já está considerado na Taxa de Administração.
A cada nova emissão de Cotas, a Classe Única poderá cobrar taxa de distribuição no mercado primário para arcar com as despesas da oferta pública da nova emissão de Cotas, a ser paga pelos subscritores