O Fundo encerrou o ano de 2025 com uma receita total de R$ 54,4 milhões, composta majoritariamente por receitas imobiliárias — o que representa um expressivo crescimento de 138% em relação ao ano anterior. Com a expansão da capacidade instalada, o avanço do ramp-up operacional e a conexão de novos projetos, as receitas financeiras reduziram sua representatividade no resultado total. As despesas do exercício somaram R$ 8,0 milhões, resultando em um lucro de R$ 46,4 milhões e uma margem de 85,2%.
Para 2026, o Fundo mantém sua estratégia de crescimento disciplinado, com foco em duas frentes complementares: o adensamento de clusters em regiões onde já possui presença consolidada e a entrada em novas praças com alta demanda por geração distribuída. A expansão sobre regiões já estabelecidas representa uma avenida de eficiência operacional relevante. A proximidade geográfica entre usinas reduz custos de operação e manutenção, facilita a gestão de contratos com locatários e fortalece o relacionamento com as distribuidoras locais, gerando ganhos de escala que tendem a se refletir positivamente nos resultados do Fundo ao longo do tempo.
Em paralelo, seguimos atentos a praças com alto potencial de absorção de geração distribuída e ainda pouco exploradas em nosso portfólio. A entrada nessas regiões contribui para a pulverização de riscos regulatórios e operacionais, ao mesmo tempo em que amplia a base de potenciais locatários e eleva a liquidez dos contratos. Do ponto de vista macroeconômico, o ambiente segue desafiador, porém com dinâmicas favoráveis à nossa estratégia. A manutenção de taxas de juros em patamares elevados continua a pressionar proprietários de usinas operacionais, criando condições propícias para aquisições de ativos brownfield com geração de caixa ativa e múltiplos atrativos.
O ano de 2025 foi marcado por uma expressiva expansão do portfólio do Fundo. Por meio da terceira e da quarta emissões de cotas, foram captados R$ 166 milhões e R$ 622 milhões, respectivamente, viabilizando um processo acelerado e disciplinado de alocação em ativos de geração distribuída solar. No acumulado do ano, o Fundo concluiu aquisições que ampliaram significativamente sua capacidade instalada, adentrando em novas praças como Rio de Janeiro, Bahia, Paraná e Mato Grosso do Sul, reforçando a presença em mercados já consolidados, como Minas Gerais e Goiás. O portfólio atual conta com diversificação geográfica em 11 estados, com ativos operacionais, contratos de energia compensada vigentes e taxas internas de retorno reais projetadas em dois dígitos. No campo regulatório, a escala tarifária da Lei 14.300/2022 avança com a não compensação do Fio B atingindo 60% em 2026, o que impacta a economicidade dos sistemas instalados a partir de janeiro de 2023. Esse movimento reforça a relevância dos ativos enquadrados nos regimes GD-0 e GD-1, que preservam condições tarifárias mais favoráveis e representam um diferencial competitivo do portfólio do Fundo frente a projetos mais recentes.
2026 será um ano de atenção redobrada à qualidade e à performance do portfólio existente. O Fundo adotará uma postura de gestão ativa sobre seus ativos, atuando de forma direta e próxima junto aos seus inquilinos com o objetivo de maximizar a geração de receita recorrente, elevar as taxas de ocupação e assegurar que os contratos vigentes estejam performando em linha com as condições econômicas originalmente projetadas no momento de cada aquisição.
Pela prestação dos serviços de administração, gestão e custódia da Classe Única, são devidas as seguintes remunerações, pagas mensalmente até o 5.º dia útil do mês subsequente:
I. Taxa Global de Administração: equivalente a 1,25% ao ano sobre o valor contabilístico do património líquido da Classe. Esta taxa engloba a remuneração da Administradora, da Gestora e do Custodiante.
II. Valor Mínimo: independentemente do património, a Administradora fará jus a uma remuneração mínima mensal de R$ 25.000,00, valor este reajustado anualmente pela variação positiva do IPCA.
III. Taxa de Performance: devida à Gestora, equivalente a 20% (vinte por cento) sobre o resultado que exceder o benchmark de IPCA + 7,0% ao ano. A performance é apropriada mensalmente e paga semestralmente.
IV. Taxa de Distribuição Primária: em novas emissões de cotas, o Fundo poderá cobrar uma taxa de distribuição paga pelos subscritores no ato da subscrição.
Nota Técnica: Nos termos da alteração de regulamento de 14 de julho de 2025, a Taxa de Administração já engloba integralmente a remuneração do Custodiante, não havendo acréscimos de encargos à Classe por este serviço.