O Fundo Santander Papéis Imobiliários Fundo de investimento imobiliário (SAPI11), no ano de 2025 distribuiu R$ 24.945.984,40 de rendimentos. O resultado no exercício equivale a R$ R$ 1,4263 por cota, representando um resultado médio mensal de R$ R$ 0,118858 por cota.
O objetivo do Fundo é investir em certificados de recebíveis imobiliários (CRI) e Cotas de Fundos Imobiliários. O Gestor prevê que os recursos serão investidos na mesma classe de ativos, seguindo a política de investimento determinada para o Fundo.
Em 2025, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) apresentou desempenho superior ao observado no ano anterior, refletindo a melhora gradual das condições macroeconômicas ao longo do período. O comportamento do índice foi majoritariamente influenciado pela dinâmica da política monetária, com destaque para o início das discussões sobre o início do ciclo de flexibilização da taxa básica de juros no Brasil, fator que contribuiu para a reprecificação dos ativos e maior atratividade relativa da classe de fundos imobiliários.
Ao longo do exercício, o IFIX apresentou trajetória marcada por volatilidade pontual, sobretudo em função de incertezas no cenário fiscal e no ambiente externo, porém com viés predominantemente positivo. A expectativa do mercado de redução gradual da taxa Selic ao longo do ano favoreceu a compressão das taxas de desconto, impactando positivamente a precificação dos ativos imobiliários.
No segmento de fundos de papel, observou-se a manutenção de taxas nominais em patamares elevados, ainda refletindo o ambiente de juros restritivos observado anteriormente, o que possibilitou a sustentação de níveis atrativos de distribuição de rendimentos. O mercado de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) manteve volumes relevantes de emissão, ainda que com maior seletividade por parte dos investidores, especialmente em operações com perfis de risco mais elevados.
Em linhas gerais, o ano de 2025 caracterizou-se como um período de transição de ciclo, com melhora gradual do sentimento de mercado e recuperação parcial dos preços dos ativos imobiliários.
As perspectivas para o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) em 2026 permanecem condicionadas à evolução do ambiente macroeconômico, em especial à continuidade do processo de flexibilização da política monetária no Brasil. A manutenção desse cenário tende a favorecer a classe de ativos, contribuindo para a valorização das cotas e para a recomposição do fluxo de investimentos direcionados aos fundos imobiliários.
Em um contexto de taxas de juros estruturalmente mais baixas, espera-se um ambiente mais construtivo tanto para os fundos de tijolo, por meio da valorização patrimonial dos ativos, quanto para os fundos de papel, ainda que sujeitos a uma eventual compressão gradual de spreads. Nesse cenário, a atuação ativa da gestão permanece como fator determinante, com foco na alocação eficiente de capital e na preservação da qualidade de crédito dos ativos investidos.
Para o mercado de CRIs, a expectativa é de continuidade na demanda por operações estruturadas, acompanhada de maior rigor nos processos de originação e análise de crédito, refletindo um ambiente mais seletivo e disciplinado.
Considerando a atual composição da carteira do fundo, com exposição relevante a ativos indexados a taxas atrativas, entende-se haver potencial para a manutenção de níveis consistentes de distribuição de rendimentos no curto e médio prazo, ainda que condicionados à evolução das variáveis macroeconômicas. Adicionalmente, o cenário prospectivo poderá proporcionar oportunidades táticas de realocação em ativos com melhor relação risco-retorno, reforçando a estratégia de geração de valor para os cotistas.
No âmbito da Classe, pela prestação dos serviços de administração, gestão e escrituração das Cotas, será devida pela Classe aos Prestadores de Serviços Essenciais à taxa global (“Taxa Global”) equivalente a 1% (um por cento) ao ano, incidente sobre o valor de mercado da Classe, calculado com base na média diária da cotação de fechamento das Cotas divulgada pela B3 no mês anterior ao do pagamento da remuneração. A Taxa Global corresponde aos valores devidos pela Classe a título de remuneração devida ao Administrador (“Taxa de Administração”) e ao Gestor (“Taxa de Gestão”), conjuntamente.
Até 30/03/2026, inclusive, a segregação da taxa global entre os prestadores de serviços essenciais e distribuidores está disponível aos Cotistas no Website do Gestor, conforme link:
https://www.santanderassetmanagement.com.br/conteudos/relatorio-detransparencia.
A partir da abertura do dia 31/03/2026, para consultar as taxas segregadas dos prestadores de serviço, acesse a Plataforma de Transparência de Taxas no endereço www.data.anbima.com/busca/transparencia-de-taxas-de-fundos.
Independentemente do percentual indicado no item acima, a Taxa Global representará uma remuneração mínima mensal de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), sendo certo que o referido valor mínimo mensal será atualizado anualmente, a partir da data de início das atividades da Classe, pela variação positiva do IPCA.
A Taxa Global será calculada sobre o valor de mercado da Classe no último dia do mês imediatamente anterior ao mês de seu pagamento e será provisionada por Dia Útil, mediante divisão da taxa anual por 252 (duzentos e cinquenta e dois) dias, bem como apropriada e paga mensalmente aos Prestadores de Serviços Essenciais, por período vencido, até o 5º (quinto) Dia Útil do mês subsequente ao dos serviços prestados.