No acumulado, até o encerramento do exercício em junho/2026, o fundo já distribuiu o montante de R$ 99.536.135, valor equivalente a R$ 667,97 por cota. Com 100% das obras entregues, o acumulado de vendas atingiu 83,3%. Mais informações podem ser observadas no tópico “Distribuição de Rendimentos e Amortização do FII” do presente relatório.
O Fundo tem por objetivo investir em (i) Empreendimentos Imobiliários; (ii) participações societárias em Sociedades Investidas e outras formas de participações detidas direta e/ou indiretamente pelo Fundo nos Empreendimentos Imobiliários; e (iii) outros títulos ou valores mobiliários que tenham por finalidade o financiamento dos Empreendimentos Imobiliários.
Em relação às vendas, o mês de junho somou o total de 9.308 unidades comercializadas, volume 6,9% menor no comparativo às vendas de maio, assim como teve resultado 8,3% inferior em relação à jun/25. Já em relação aos lançamentos, o mês de junho apresentou o montante de 12.571 unidades, volume 4,3% abaixo em relação ao mês de maio, assim como apresentou redução de 7,4% no comparativo com jun/25. Em relação às zonas da cidade, a Zona Sul liderou em lançamentos com 50% de participação (6.603 unidades), vendas (34%, equivalente a 3.373 unidades), oferta final (35% equivalente a 31.062 unidades) e em VGO (38%, R$ 25,2 bilhões). Já a Zona Oeste registrou maior VGV (39%, equivalente a R$ 2,2 bilhões) e por fim, a Zona Leste liderou em VSO (11,1%). Em junho, o Banco Central deu continuidade ao ciclo de flexibilização monetária, reduzindo a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% a.a.. Apesar do novo corte, a ata do Copom reforçou uma postura cautelosa, destacando que a inflação e suas expectativas permanecem acima da meta, enquanto o ambiente internacional segue marcado por elevada incerteza, fatores que recomendam prudência na condução da política monetária. O Comitê sinalizou que as próximas decisões permanecerão condicionadas à evolução do cenário econômico e inflacionário. No mercado imobiliário, a perspectiva de redução gradual dos juros continua favorecendo as expectativas para a atividade. Entretanto, um dos principais desafios do setor permanece sendo a disponibilidade de recursos para financiamento habitacional. A contínua migração de recursos da caderneta de poupança, tradicional principal fonte de funding do crédito imobiliário, tem reduzido a capacidade dos bancos de expandir suas carteiras utilizando esse instrumento. Em resposta, as instituições financeiras vêm ampliando o uso de fontes alternativas de captação, como letras financeiras, LIGs e operações de mercado de capitais, buscando sustentar a oferta de crédito diante da mudança estrutural no perfil de captação do sistema financeiro. Nesse contexto, a combinação entre a continuidade do ciclo de queda da Selic e a diversificação das fontes de financiamento tende a criar condições mais favoráveis para o mercado imobiliário ao longo dos próximos trimestres. Ainda assim, a velocidade dessa recuperação dependerá da evolução da inflação, do ritmo de flexibilização monetária e da capacidade do sistema financeiro de ampliar a oferta de crédito em um ambiente de funding estruturalmente mais desafiador.
O RB Capital Desenvolvimento Residencial III encerrou sua fase inicial de investimentos e, conforme o Fundo apure resultados positivos, o fluxo de distribuições/amortizações será realizado de acordo com o desenvolvimento e performance dos ativos investidos, como já está sendo feito.
TAXA DE ADMINISTRAÇÃO: 0,12% (doze centésimos por cento) ao ano, incidentes sobre (a) o Patrimônio Líquido da Classe ou (b) o valor de mercado das Cotas de emissão da Classe, calculado com base na média diária de cotação e fechamento das Cotas no mês anterior ao do pagamento da remuneração, caso referidas Cotas tenham integrado ou passado a integrar, nesse período, índice de mercado, conforme definido na regulamentação aplicável aos fundos de investimento em índices de mercado, cuja metodologia preveja critérios de inclusão que considerem a liquidez das Cotas e critérios de ponderação que considerem o volume financeiro das Cotas (“Base de Cálculo da Taxa de Administração” e “Taxa de Administração”, respectivamente), observado o valor mínimo de R$11.500,00 (onze mil e quinhentos reais) mensais. Ademais, para participação e implementação das decisões tomadas pelos Cotistas em sede de Assembleia Geral ou de Assembleia Especial será devida ao Administrador uma remuneração adicional equivalente a R$600,00 (seiscentos reais) por hora-homem de trabalho dedicado a tais atividades, que deverá ser paga em até 5 (cinco) dias após a comprovação da entrega, pelo Administrador, de relatório de horas enviado aos Cotistas.