O fundo recebe, mensalmente, o resultado gerado pelos ativos que compõem o seu patrimônio. Durante o exercício findo em junho de 2026 o Fundo auferiu rendimentos que somaram R$ 5,78 por cota.
O Fundo seguirá sua política de investimentos, conforme regulamento do mesmo, e poderá buscar possibilidades de ampliação de seu patrimônio.
No primeiro semestre de 2026, a economia brasileira manteve ritmo moderado de crescimento. No primeiro trimestre, o PIB avançou 1,1% em relação ao trimestre anterior e 1,8% na comparação anual, acumulando crescimento de 2,0% nos quatro trimestres encerrados em março. As condições monetárias permaneceram restritivas, embora o Banco Central tenha iniciado um ciclo gradual de redução dos juros: a Selic, que começou o ano em 15,00% ao ano, encerrou junho em 14,25% ao ano. A inflação também permaneceu pressionada, com o IPCA acumulando 3,36% no semestre e 4,64% nos 12 meses encerrados em junho. No mercado de renda variável, o Ibovespa valorizou aproximadamente 6,7% no semestre, enquanto o IFIX avançou 1,46%.
No mercado de condomínios logísticos de São Paulo, considerando um raio de 120 quilômetros da capital, a demanda permaneceu aquecida durante o primeiro semestre de 2026. A absorção bruta alcançou aproximadamente 2,1 milhões de m², enquanto a absorção líquida totalizou cerca de 1,3 milhão de m², representando crescimentos de 39% e 51%, respectivamente, em relação ao período comparável. No mesmo intervalo, foram entregues aproximadamente 596 mil m² de novo estoque, volume 31% inferior ao período anterior. A taxa de vacância recuou em todas as faixas de raio por quilômetro, sendo elas: até 30 quilômetros, entre 30 e 60 quilômetros e de 60 a 120 quilômetros. A combinação entre demanda elevada e menor volume de entregas reduziu a taxa de vacância para 4,5%, o menor nível da série histórica. O comércio eletrônico e o varejo responderam conjuntamente por 64% da absorção líquida. Paralelamente, o INCC-M acumulou alta de 6,71% nos 12 meses encerrados em junho, mantendo pressionados os custos de construção e a rentabilidade de novos empreendimentos.
Para o segundo semestre de 2026, espera-se que os custos de financiamento permaneçam elevados, apesar da perspectiva de continuidade gradual do ciclo de redução da Selic. Esse cenário deve limitar a viabilidade econômica de novos empreendimentos e aumentar a seletividade na realização de lançamentos. Em contrapartida, a demanda proveniente do comércio eletrônico, do varejo e dos operadores logísticos deve continuar favorecendo os imóveis de padrão elevado e bem localizados, principalmente aqueles próximos aos principais centros consumidores e eixos rodoviários.
A combinação entre vacância historicamente baixa, absorção líquida elevada e oferta ainda limitada tende a sustentar a valorização dos preços de locação. Entretanto, existe previsão de aproximadamente 1,8 milhão de m² em entregas ao longo de 2026. O impacto desse volume sobre a vacância dependerá do cumprimento do cronograma das obras e da capacidade do mercado de absorver os novos espaços. Assim, ativos modernos, próximos à capital paulista e com boa infraestrutura devem continuar apresentando desempenho superior, enquanto empreendimento periféricos ou com especificações inferiores podem enfrentar maior concorrência.
O Fundo paga à Administradora uma taxa global correspondente a 0,2% (dois décimos por cento) ao ano sobre o valor do patrimônio líquido do Fundo, provisionada diariamente e paga mensalmente até o 5º (quinto) dia útil de cada mês subsequente ao da prestação dos serviços.