O Fundo registrou lucro contábil no exercício de R$ 3,7 milhões, devido principalmente a venda do Conjunto 11 em dezembro do imóvel de Belo Horizonte.
A Classe tem por objeto a realização de investimentos de longo prazo, visando à obtenção de renda e/ou ganho de capital, por meio das seguintes modalidades: (a) investimento direto em imóveis ou em direitos reais sobre imóveis; (b) investimento indireto, por meio da aquisição de ações, debêntures, bônus de subscrição, cupons, direitos, recibos, certificados de depósitos de valores mobiliários, cédulas de debêntures, notas promissórias e demais valores mobiliários, desde que emitidos por companhias registradas na CVM e compatíveis com a regulamentação aplicável aos fundos de investimento imobiliário, nos termos da Resolução CVM nº 175; (c) aquisição de cotas, ações ou direitos de sociedades que tenham por objeto a aquisição e/ou exploração de imóveis; (d) aquisição de cotas de outros fundos de investimento, inclusive não imobiliários, desde que permitidos pela CVM, inclusive aqueles administrados ou geridos pela Instituição Administradora, pela Gestora e/ou suas afiliadas; (e) aquisição de certificados de potencial adicional de construção (CEPAC); (f) certificados de recebíveis imobiliários; (g) títulos e valores mobiliários destinados ao financiamento de empreendimentos imobiliários; e (h) demais ativos admitidos pela regulamentação vigente.
Adicionalmente, a Classe prevê a realização de investimentos em obras de adaptação e modernização dos imóveis, com foco na atualização da infraestrutura, na melhoria da eficiência operacional e na valorização dos ativos, destacando-se a implantação de novos sistemas de controle de acesso por meio de catracas e a modernização dos elevadores.
Seguimos otimistas com o processo de suavização da política monetária, com uma sequência de cortes de juros cuja largada deve ocorrer na reunião do Copom de março (11/03). Embora desdobramentos geopolíticos recentes tragam pressões inflacionárias, avaliamos que seus efeitos serão de natureza transitória, sem alteração estrutural do cenário base.
O câmbio, sustentado em patamares mais apreciados, tem funcionado como âncora fundamental do processo desinflacionário brasileiro, evidenciado de forma nítida na retração dos preços de comercializáveis — em especial, alimentos. Condições de oferta mais benignas devem igualmente contribuir para manter essa categoria, que representa mais de um quinto da cesta do IPCA, em níveis menos pressionados ao consumidor.
As expectativas de inflação seguem convergindo de forma sustentada em direção ao centro da meta — atualmente em 3,91% —, ao passo que os dados de atividade econômica apontam arrefecimento considerável na margem, particularmente no consumo. Esperamos a manutenção dessa dinâmica ao longo de 2026.
O principal ponto de dissonância entre os analistas reside no mercado de trabalho. A inflação de serviços — essencialmente uma inflação salarial — permanece em níveis superiores ao teto da meta, demonstrando elevada resiliência. A combinação de reajustes salariais acima do INPC, avanço da formalização da força de trabalho e desemprego em mínimas históricas (5,4% na última PNAD Contínua) tende a sustentar esse desafio à autoridade monetária. O maior grau de indexação dessa categoria reduz a sensibilidade dos preços ao aperto monetário no curto prazo, limitando a velocidade da convergência.
Assim, para 2026 projetamos crescimento econômico modesto, próximo a 1,7%, com desaceleração continuada do consumo e acomodação gradual dos preços livres — a despeito da persistência no componente de serviços. O principal risco mapeável ao cenário é o papel do câmbio no processo desinflacionário: a volatilidade do dólar e a escalada de tensões geopolíticas permanecem como vetores com potencial de trazer consequências deletérias à inflação doméstica.
A redução dos níveis de vacância permanece como uma das principais prioridades da gestão, refletindo o compromisso contínuo com a atração de locatários qualificados e a celebração de contratos alinhados ao padrão, à localização e ao potencial dos ativos que compõem o portfólio do Fundo Rio Bravo Oportunidades.
Nesse contexto, a gestão do ativo no Fundo RBOP11 atua de forma proativa na prospecção de novas oportunidades comerciais e no desenvolvimento de parcerias estratégicas. A equipe mantém relacionamento permanente com consultorias especializadas e segue promovendo o empreendimento junto a potenciais ocupantes, destacando seus diferenciais competitivos, como a localização e trasporte de facil acesso.
Adicionalmente, ao longo de 2025 foram realizadas obras de adaptação de forma estratégica, com o objetivo de modernizar os espaços, fachada, recepção e adequar os andares às demandas atuais do mercado e ampliar o leque de opções disponíveis aos potenciais locatários. Essas melhorias contribuem diretamente para o aumento da atratividade do empreendimento e para a gradual redução da vacância..A gestão permanece comprometida com a valorização dos ativos e com a maximização do retorno aos cotistas, em linha com as dinâmicas do mercado imobiliário corporativo.
A Classe pagará à Administradora uma taxa de administração (“Taxa de Administração”), a qual corresponde a 1,10% (um por cento e dez centésimos por cento) ao ano sobre: (a) o valor do patrimônio líquido da Classe, caso a Classe não acompanhe índice de mercado; ou (b) o valor de mercado da Classe, calculado com base na média diária da cotação de fechamento das cotas de emissão da Classe no mês anterior ao do pagamento da remuneração, caso as cotas de emissão da Classe tenham integrado ou passado a integrar, nesse período, índice de mercado, conforme definido na regulamentação aplicável aos fundos de investimento em índices de mercado.
Em ambos os casos, a remuneração será provisionada mensalmente na proporção de um doze avos (1/12), paga até o 5º Dia Útil do mês subsequente ao prestados, dos observada, serviços ainda, a remuneração mínima de R$ 45.758,81 (quarenta e cinco mil, setecentos e cinquenta e oito reais e oitenta e um centavos) mensais, corrigida anualmente pela variação do IGP-M - Índice Geral de Preços do Mercado, apurado e divulgado pela Fundação Getúlio Vargas na data base de 01/05/2022.