O fundo apurou um resultado líquido positivo de R$ 70.196.258,99 no período, resultante dos aluguéis recebidos no período e de receitas financeiras obtidas sobre os recursos disponíveis e pelo ajuste ao valor justo das propriedades para investimentos. O fundo realizou distribuição aos cotistas no corrente exercício, no valor total de R$ 45.482.090,98.
Em continuidade à estratégia de diversificação do portfólio com novos ativos e inquilinos do segmento de healthcare e visando a aumentar a base de cotistas e elevar a liquidez das cotas negociadas na B3, mantendo a ênfase no modelo de renda harmônica com contratos de arrendamento de longo prazo, a administradora realizou, em dezembro de 2024, a 3ª emissão de cotas. A oferta foi encerrada em abril de 2025.
Os recursos da 3ª oferta foram destinados à aquisição de novos ativos localizados na cidade do Rio de Janeiro, no bairro de Jacarepaguá, adicionando aproximadamente 5.360 m² de Área Bruta Locável (ABL) ao portfólio. Os ativos encontram-se distribuídos em dois empreendimentos distintos, atualmente locados para três locatários.
Visando à conservação, preservação da qualidade e competitividade dos imóveis, a gestora planejou junto aos locatários dos imóveis locados para a Rede de Diagnósticos, um investimento em obras de revitalização, que atenderá às necessidades do locatário. Em contrapartida, negociou uma locação atípica pelo prazo de 120 meses, cujos contratos estão vigentes desde janeiro de 2024.
A administradora está trabalhando na prospecção de um pipeline mais abrangente, com uma estratégia de novos investimentos em 2026. No último trimestre de 2025, iniciaram-se as tratativas para aquisição de ativos localizados na cidade de São Paulo, cuja negociação deve se concretizar até o final do primeiro trimestre de 2026. Para a efetivação dessa aquisição, está prevista a 4ª emissão de cotas do Fundo.
Ao longo de 2025, as taxas de juros seguiram trajetória de elevação, dando continuidade ao movimento iniciado no segundo semestre de 2024. O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil promoveu sucessivos ajustes na taxa básica de juros para conter pressões inflacionárias, encerrando o ano em 15% ao ano.
Em cenário de juros elevados, investimentos em renda fixa se tornam relativamente mais atrativos, impactando a precificação de ativos de renda variável, incluindo cotas de fundos imobiliários. A renda dos FIIs está lastreada em ativos imobiliários reais, que, quando bem administrados, apresentam resiliência e potencial de valorização. Por serem investimentos de geração de renda, recomenda-se análise de longo prazo, considerando fluxos de renda e valorização dos ativos.
No segmento de healthcare, observou-se a continuidade de tendências que aumentam a demanda por ativos médicos. Segundo a ABECIP, a elevação da expectativa de vida no Brasil ampliou a procura por clínicas, hospitais e empreendimentos voltados ao público sênior. O Censo 2022 do IBGE indica que mais de 32 milhões de brasileiros têm mais de 60 anos, cerca de 15,6% da população, número que deve crescer nas próximas décadas, impulsionando modelos de empreendimentos voltados à longevidade e ao cuidado assistido.
Segundo dados da ABECIP, projetos como clínicas especializadas, centros médicos e empreendimentos senior living têm ganhado relevância, combinando infraestrutura médica, serviços e moradia adaptada a uma população mais longeva.
O TJKB11 investe em ativos destinados à locação para empresas do segmento de saúde, por meio de contratos atípicos. A natureza das atividades dos locatários aumenta a solidez desses contratos, pois dependem de licenças vinculadas ao imóvel, incentivando a permanência de longo prazo.
Em 2025, os ativos do fundo mantiveram 100% de ocupação, alcançando rentabilidade anualizada em torno de 15% no primeiro trimestre, e cerca de 14% a partir de abril,considerando o ganho de capital distribuído. A rentabilidade se manteve atrativa frente a alternativas de renda fixa, com rendimentos isentos de imposto de renda, conforme regras aplicáveis.
A expectativa para o ano de 2026 é de que tenha início um processo gradual de redução das taxas de juros, à medida que as pressões inflacionárias sejam controladas e haja maior estabilidade no cenário macroeconômico. Ainda assim, o comportamento da política monetária deverá permanecer condicionado à evolução dos indicadores econômicos, podendo haver ajustes ao longo do período conforme as condições de mercado e o ambiente inflacionário.
Os ativos do fundo possuem contratos atípicos, com longos prazos de duração, para locatários com operações consolidadas no mercado. Além das receitas de locação, há ganho de capital decorrente da venda de dois ativos, que está sendo distribuído parceladamente. Portanto, a expectativa é de que o fundo mantenha renda harmônica em 2026.
O Fundo remunera o Administrador e o Gestor por uma Taxa de Administração composta de três parcelas: (i) serviços de escrituração de cotas; (ii) serviços de controladoria e contabilidade; e (iii) 0,60% ao ano sobre o Patrimônio Líquido, calculada mensalmente à razão de 1/12 avos, com mínimo de R$ 30.000, reajustável anualmente pelo IGP-M a partir de 1º/11/2020. Parte da taxa pode ser destinada ao Gestor, conforme acordo com o Administrador. Pagamento até o 2º dia útil do mês subsequente, podendo parcelas ser pagas diretamente aos prestadores contratados. Não há cobrança de taxa de performance. Valores e instrumentos dos prestadores estão disponíveis na sede do Administrador.