Durante o exercício de 2025, o Fundo anunciou distribuição de rendimentos que somaram R$ 284.665.856,86. No mesmo período, o Fundo gerou um resultado base caixa de R$ 286.947.539,87.
O Fundo seguirá sua política de investimentos, conforme regulamento do mesmo, e buscará possibilidades de ampliação de seu patrimônio.
Em comparação ao ano de 2024, o ano de 2025 foi marcado por uma política monetária significativamente mais restritiva ao longo de todo o primeiro semestre, refletindo o aumento das incertezas fiscais, a deterioração das expectativas de inflação e um ambiente externo mais desafiador. Após encerrar 2024 com a Selic em 12,25% a.a., o Copom retomou o ciclo de aperto monetário nas primeiras reuniões do ano. Em janeiro de 2025, a taxa básica foi elevada para 13,25% a.a., seguida por novos aumentos nas reuniões subsequentes, atingindo 15,00% a.a. em maio, patamar mantido até o encerramento do ano. A decisão de manter a Selic em nível altamente contracionista ao longo do segundo semestre refletiu a avaliação do Banco Central de que seria necessário um período prolongado de juros elevados para assegurar a convergência da inflação à meta, diante do enfraquecimento no avanço de reformas estruturais, do aumento das preocupações com a trajetória da dívida pública e da persistência das expectativas inflacionárias acima do centro da meta. Esse cenário impacta diretamente a perfomance dos ativos financeiros listados em bolsa, como é o caso dos fundos imobiliários, porém mesmo com esse cenário mais desafiador, o IFIX principal índice do setor de FIIs apresentou alta de 21,1%, o HGRU seguiu essa alta tendo valorizado 18,8% no período (Considerando valorização da cota + reinvestimento). Em relação a valor da cota, o fundo fechou o ano sendo negociado a 129,41, com uma cota patrimonial de 129,41, levando a um desconto de aproximadamente 3%.
No HGRU, a estratégia para 2025 permanece alinhada à que vêm orientando a gestão do Fundo nos últimos anos. Pelo lado dos desinvestimentos, seguiremos priorizando a realização de vendas de forma pontual, seletiva e estratégica. O foco permanecerá na captura de ganhos de capital mais relevantes e na reciclagem de ativos que não estejam alinhados à estratégia de longo prazo do portfólio, seja por perfil operacional, localização ou perspectiva de geração de valor. No campo dos investimentos, manteremos o direcionamento para a aquisição de portfólios imobiliários com inquilinos bem-posicionados em seus respectivos setores, com boa qualidade de crédito e modelos de negócio resilientes. A seletividade seguirá sendo um pilar central da estratégia, especialmente em um ambiente ainda marcado por juros elevados e maior custo de capital. Buscaremos oportunidades que permitam adequada combinação entre retorno ajustado ao risco, previsibilidade de fluxo de caixa, preservação de valor patrimonial e principalmente, retorno atraente aos cotistas. A estratégia do Fundo continuará baseada na dinâmica ativa de compra e venda de ativos, de modo que o retorno ao cotista seja composto tanto pela receita recorrente de aluguéis quanto por ganhos de capital oriundos das alienações, mantendo equilíbrio entre geração de renda e valorização do portfólio ao longo do tempo. Por fim, o projeto de reposicionamento do ativo Dutra 107, iniciado em 2024, foi finalizado em 2025. O objetivo central desse projeto era potencializar o valor intrínseco do imóvel, que apresenta excelente qualidade técnica e localização estratégica, com frente para uma rodovia de elevado fluxo. As iniciativas envolveram o aprimoramento da experiência do público, a elevação do volume de vendas dos lojistas e a otimização do mix de locatários, com foco na redução da vacância física e na melhoria da performance operacional do ativo, com as melhorias realizadas a gestão prevê uma melhoras nos índices de vacância e ganho nos preços de aluguel.
Pela prestação dos serviços de administração e de gestão, o FUNDO pagará à ADMINISTRADORA e ao GESTOR a quantia equivalente a (“Taxa de Administração”):
I. 0,90% (noventa centésimos por cento) ao ano sobre o valor de mercado do FUNDO, calculado com base na média diária da cotação de fechamento das cotas de emissão do FUNDO no mês anterior ao do pagamento da remuneração, enquanto o FUNDO detiver valor de mercado inferior a R$ 500.000.000,00 (quinhentos milhões de reais); ou
II. 0,80% (oitenta centésimos por cento) ao ano sobre o valor de mercado do FUNDO, calculado com base na média diária da cotação de fechamento das cotas de emissão do FUNDO no mês anterior ao do pagamento da remuneração, enquanto o FUNDO detiver valor de mercado superior a R$ 500.000.000,00 (quinhentos
milhões de reais) e inferior a R$ 1.000.000.000,00 (um bilhão de reais); ou
III. 0,70% (setenta centésimos por cento) ao ano sobre o valor de mercado do FUNDO, calculado com base na média diária da cotação de fechamento das cotas de emissão do FUNDO no mês anterior ao do pagamento da remuneração, enquanto o FUNDO detiver valor de mercado superior a R$ 1.000.000.000,00 (um bilhão de
reais).