O Fundo apresentou resultado positivo no exercício no valor de R$ 40.897.497,26 correspondentes a alugueis de escritórios, participação no Hotel, rendas financeiras e impactado principalmente pelo resultado de ajuste a valor justo de seus imóveis.
O Fundo distribui durante o exercício de 2025, o montante de R$ 17.603.542,50.
Conforme previsão contratual, parte dos investimentos realizados na revitalização do hotel, correspondente à participação do fundo, foram adiantados pela Accor, e o fundo teve carência para início do pagamento. O referido pagamento está ocorrendo parceladamente. Ao longo de 2026, há previsão de investimento de aproximadamente R$ 885 mil referente ao reembolso dos investimentos realizados pela Accor.
Há também uma previsão de pagamento parcelado referente aos investimentos correspondentes à readequação realizada nos conjuntos 23 e 24 e à parte relativa à readequação realizada no conjunto 22, para atender à demanda específica do locatário. Os pagamentos previstos para 2026 são de aproximadamente R$ 1,83 milhões. Em contrapartida, tais contratos são atípicos, com vigência até 2030 (cjs. 23 e 24) e até 2031 (cj. 22), todos com previsão de multas mais altas no caso de rescisão antecipada.
Foram planejadas e aprovadas em assembleia de condomínio a realização de benfeitorias nas áreas comuns da torre de escritórios. Para tanto, foi aprovado um recolhimento extra de fundo de obras, distribuído em 24 parcelas, com início em janeiro de 2025. Para 2026, a contribuição extra prevista somará aproximadamente R$ 1,6 milhões.
Conforme dados do Observatório de Turismo e Eventos da São Paulo Turismo (OTE-SPTuris), o ano de 2025 apresentou desempenho positivo para a atividade turística na cidade de São Paulo, que registrou fluxo recorde de visitantes ao longo do período. De acordo com dados da prefeitura municipal, a cidade recebeu aproximadamente 47,2 milhões de turistas em 2025, consolidando-se como o principal destino de turismo de negócios e eventos do país.
Esse cenário também se refletiu no desempenho do setor hoteleiro. Segundo dados do mesmo levantamento, a taxa média de ocupação da hotelaria na capital paulista foi de 62,96% em 2025, em um mercado que conta com 426 hotéis e cerca de 44 mil unidades habitacionais, demonstrando a robustez da oferta hoteleira local.
Adicionalmente, indicadores do setor apontam crescimento da rentabilidade da hotelaria ao longo do período, impulsionado principalmente pela realização de grandes eventos, feiras corporativas e shows de grande porte na cidade, fatores que contribuíram para elevar a ocupação e a diária média em determinados períodos do ano.
Já no que se refere ao mercado de escritórios e lajes corporativas, o ano de 2025 apresentou continuidade no processo de recuperação observado no período pós-pandemia no mercado de São Paulo. Estudos de mercado indicam que o segmento de escritórios de alto padrão registrou redução consistente na taxa de vacância ao longo do ano, alcançando cerca de 14,7% no quarto trimestre, segundo dados publicados pela Jones Lang LaSalle (JLL), o menor nível observado em aproximadamente 14 anos.
Ainda de acordo com os dados publicados pela JLL, o mercado também apresentou recorde de absorção de áreas corporativas, refletindo o aumento da demanda por espaços de maior qualidade e o movimento gradual de retorno às atividades presenciais. Nesse contexto, os valores médios de locação apresentaram elevação ao longo do período, atingindo cerca de R$ 117/m² na média da cidade, o que representou crescimento de 12% em relação ao período anterior.
O portfólio de escritórios pertencente ao fundo se manteve com a taxa de ocupação no patamar de 94% (um conjunto vago) durante um período do ano e atingiu 100% em meados do segundo semestre. O valor médio de locação dos contratos que não são da modalidade "plug and play" é de R$ 144/m² na área privativa. Contratos na modalidade “plug and play”, nos quais o locador entrega o imóvel pronto sob a demanda do locatário, têm contratos atípicos, com valores mais altos de locação, condizentes com o investimento realizado na adequação.
A expectativa para o ano de 2026 é de que as taxas de juros possam iniciar um processo gradual de redução, à medida que as pressões inflacionárias sejam controladas e haja maior estabilidade no cenário macroeconômico. Ainda assim, o comportamento da política monetária deverá permanecer condicionado à evolução dos indicadores econômicos, podendo haver ajustes ao longo do período conforme as condições de mercado e o ambiente inflacionário.
Dados da JLL indicam que há expectativas de que, em 2026, o movimento da retomada ao trabalho presencial sustente a demanda por escritórios.
O hotel pertencente ao fundo tem como característica a absorção da demanda de turismo de negócios e eventos corporativos, que vêm apresentando crescimento, principalmente na cidade de São Paulo. Portanto, a expectativa é de que o hotel apresente desempenho consistente em 2026, em linha com o crescimento apresentado nos últimos 24 meses.
A remuneração do Administrador e do Gestor está definida na Taxa de Administração. Além disso, há previsão de remuneração para um Consultor de Investimentos. Não há cobrança de taxa de performance.
Taxa de Administração: composta de três partes: i. a primeira parte será equivalente ao valor dos serviços de escrituração de cotas; ii. a segunda equivalente aos serviços de controladoria e contabilidade do Fundo, iii. a terceira equivalente a 2,0% (dois por cento) ao ano, sobre o Patrimônio Líquido do FUNDO observado o valor mínimo mensal de R$ 5.000,00 (cinco mil reais).
Taxa de Consultoria de Investimentos: A UNITAS CONSULTORIA E EMPREENDIMENTOS LTDA. fará jus a uma remuneração mensal equivalente a 2% (dois por cento) do resultado a ser distribuído aos cotistas assegurado um valor mínimo equivalente a R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por mês.