Ao longo de 2025 o fundo obteve bons resultados financeiros através de gestão ativa e originação própria dos ativos investidos, como cotas de outros fundos imobiliários e CRIs. Ao que tange o book de CRIs o fundo teve durante o ano uma receita aproximada de R$ 94 milhões e distribuição parecida, já nos fundos imobiliários, o XPCI totalizou R$ 5,3 milhões de receita no exercício, as receitas proveniente dos fundos de liquidez totalizaram R$ 1,9 milhões.
Fundo tem como objetivo o investimento em ativos com lastro em empreendimentos imobiliários e direitos a estes inerentes relacionados, preponderantemente através da aquisição de Certificados de Recebíveis Imobiliários ("CRIs") e cotas de Fundos de Investimento Imobiliário ("FIIs"), além de fundos de liquidez ("Fundos Indexados").
Em 2025, o ambiente macroeconômico brasileiro mostrou sinais consistentes de consolidação do processo de desinflação e de normalização gradual da política monetária, com melhora das expectativas para crescimento e maior previsibilidade da trajetória de juros. Nesse contexto mais construtivo, seguimos buscando capturar um carrego atrativo em termos reais, ao mesmo tempo em que reforçamos os controles de risco em todas as etapas do processo de investimento. A seleção de ativos priorizou emissores com histórico sólido de crédito, estruturas de garantias robustas, testes de estresse conservadores de fluxo de caixa e forte alinhamento de interesses entre originadores, devedores e investidores. Além disso, aprofundamos a diversificação por devedores, lastros e prazos, com limites rígidos de concentração e monitoramento contínuo de indicadores de risco (como alavancagem, cobertura de juros e avanço de obras). Acreditamos que essa combinação de visão construtiva para o ciclo econômico, disciplina na análise de crédito e rigor na gestão de riscos posicionou bem o fundo para capturar oportunidades no mercado de CRIs em 2025, preservando o capital dos investidores e criando condições favoráveis para geração de valor no longo prazo.
Em 2026, projetamos um ambiente mais construtivo para o mercado local, com trajetória de queda de juros e inflação em processo de convergência para a meta. Esse movimento tende a tornar o mercado de capitais mais atrativo, fazendo com que o crédito privado – em especial via CRIs – seja mais atrativo tanto para emissores quanto para investidores, com maior volume de emissões, alongamento de prazos e spreads ainda em níveis interessantes. Para um fundo alocador em CRIs, isso representa uma janela relevante de oportunidades: ampliam-se as alternativas de operações bem estruturadas, com garantias robustas, melhor diversificação de risco e potencial de geração de carrego real atrativo. Em 2026, continuaremos a buscar originadores de boa qualidade e estruturas alinhadas com a estratégia core do fundo, aproveitando o ciclo de redução de juros para combinar maior liquidez do mercado de capitais com rigor na gestão de risco e preservação de capital no longo prazo.
Pela administração do Fundo, nela compreendidas as atividades de administração, gestão, custódia, escrituração e controladoria e demais serviços previstos no Artigo 29 da Instrução CVM nº 472/08, bem como as outras atividades descritas nos Artigos 2°, 3° e 4° acima, o Fundo pagará, nos termos deste Regulamento e em conformidade com a regulamentação vigente, uma remuneração (“Taxa de Administração”) equivalente a 1% (um por cento) ao ano, calculado sobre a Base de Cálculo da Taxa de Administração (conforme definido abaixo), assegurado o valor mínimo equivalente a R$40.000,00 (quarenta mil reais) por mês, exceto nos 3 (três) primeiros meses contados a partir da data da 1ª (primeira) integralização de Cotas da 1ª (primeira) emissão do Fundo (inclusive), em que a Taxa de Administração referente às Cotas da 1ª (primeira) emissão do Fundo será equivalente a R$18.700,00 (dezoito mil e setecentos reais) ao mês.