O fundo obteve um resultado financeiro no exercício de R$39,1 MM. As receitas foram geradas principalmente pela carteira de CRIs do Fundo, somado com a gestão ativa da carteira de FIIs e estratégia de permuta que geraram ganhos de capital. O WHGR11 distribuiu R$37,9 MM durante o exercício, o que representa 96,9% do seu resultado.
O fundo possui três estratégias referentes a seus investimentos: (i) originação própria de CRIs, buscando um carrego maior para o fundo; (ii) gestão ativa do portfólio de FIIs e Ações, gerando receitas através de valorizações e ganho de capital e (iii) aquisição de ativos imobiliários (permutas e operações de retrovenda), curva de retorno mais longa, porém com taxas maiores.
Desde meados de 2024 até o primeiro semestre de 2025, o ambiente doméstico foi marcado pela elevação da taxa de juros e pelo aumento das incertezas quanto ao quadro fiscal brasileiro. Diante desse cenário, o fundo manteve uma postura prudente em sua alocação, reduzindo a exposição no book líquido — composto por FIIs e ações — e reforçando o posicionamento em crédito, que se mostrou mais resiliente e com melhor relação risco-retorno nesse período. Paralelamente, o book de permuta apresentou resultados positivos, beneficiado pelo bom desempenho do mercado residencial paulistano, caracterizado por elevada velocidade de vendas e sólida demanda, o que reforçou a consistência da estratégia adotada pelo fundo.
Para os próximos 12 meses, trabalhamos com a perspectiva de início de um ciclo de corte de juros em um ambiente de inflação controlada, o que tende a favorecer os ativos de maior duration e maior sensibilidade ao movimento da curva. Nesse contexto, nossa estratégia prevê uma gradual migração da carteira, com aumento da exposição em ativos listados — FIIs e ações — e redução do peso relativo do book de crédito, que cumpriu papel defensivo no período anterior. Ao mesmo tempo, manteremos o posicionamento no book ilíquido de permutas, segmento que segue apresentando boa dinâmica de vendas no mercado residencial paulistano, sustentando a diversificação e a consistência dos resultados da carteira.
Pelos serviços de administração, gestão, controladoria e escrituração de cotas, o Fundo pagará uma taxa de administração equivalente a 1,00% (um por cento) ao ano, calculada sobre o patrimônio líquido do Fundo, observado um valor mínimo mensal de R$13.000,00 (treze mil reais) nos 12 (doze) primeiros meses contados do primeiro pagamento devido ao Administrador (inclusive) e de R$16.000,00 (treze mil reais) a partir do 13º (décimo terceiro) mês (inclusive), corrigido anualmente pela variação positiva do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), divulgado e calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) (“Taxa de Administração”). A Taxa de Administração será paga até o 5º (quinto) Dia Útil do mês subsequente aos serviços prestados, a partir do início das atividades do Fundo, considerada a primeira integralização de cotas do Fundo. Caso as cotas do Fundo passem a integrar índices de mercado, cuja metodologia preveja critérios de inclusão que considerem a liquidez das cotas e critérios de po