O Fundo apurou um resultado liquido positivo de R$ 291.972,71 no período, resultante dos aluguéis recebidos no período e para receitas financeiras obtidas sobre os recursos disponíveis e ajuste ao valor justo das propriedades para investimentos e venda de imóvel
O Fundo fez distribuição aos cotistas no corrente exercício, no valor total de R$ 90.363,25.
Há um plano de investimento aprovado em assembleia para a renovação das áreas comuns. Para isso, foi aprovada a retenção de 25% da renda auferida com a locação das áreas comuns, incluindo o estacionamento. A partir de julho/23, a retenção passou a ser de 50%. O orçamento total apresentado em assembleia foi de 3.962.305,01, sendo que deste valor o fundo pagará 31,57% que corresponde à sua fração, ou seja, R$ 1.250.899,69.
Em 2023, foi realizado o investimento de aproximadamente R$ 243,6 mil. Em 2024, o investimento foi de aproximadamente R$ 385 mil e em 2025 de aproximadamente R$ 393 mil. A retenção continuará ocorrendo em 2026.
De acordo com dados publicados pela Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), 2025 foi um ano com resultados positivos para o setor.
Dados publicados digitalmente pela Revista Shopping Centers, com base no Censo Brasileiro de Shopping Centers 2025-2026, indicam que em 2025 o setor bateu recorde de vendas pelo terceiro ano consecutivo, com faturamento de R$ 200,9 bilhões, o que representa uma alta de 1,2% em relação a 2024. Dados publicados no relatório de atividades da Abrasce indicam que no 3º trimestre de 2025, o setor registrou crescimento nas vendas, com alta de 2,1%; os empreendimentos mantiveram índices de eficiência e solidez operacional, com taxa de ocupação de 95,6%, uma das maiores dos últimos anos e a inadimplência foi de apenas 3,7%, demonstrando a solidez do setor, segundo o relatório.
O censo também mostrou que os shopping centers registraram tempo médio de permanência de consumidores de 80 minutos, o maior número observado na história do setor, segundo a publicação. Indicou ainda que, atualmente, um em cada três shoppings já opera como um complexo multiuso, reunindo torres comerciais e residenciais, centros médicos, laboratórios, hotéis, instituições de ensino superior, entre outras atividades.
Segundo o censo, em 2025 foram inaugurados 10 ativos "greenfield" no território nacional. O Sudeste é a região com mais shoppings, com 332. Em seguida, está a região Sul, com 112 ativos, e o Nordeste, com 110.
No caso específico do Shopping Piedade, a administradora vem trabalhando estratégias, por meio de parcerias contratadas, com o objetivo de prospectar novos locatários. As lojas pertencentes ao fundo encerraram o ano de 2025 com ocupação de 76,34%, apresentando elevação de 5,54 pontos percentuais em relação a dezembro do ano anterior.
De acordo com dados publicados pela ABRASCE, a expectativa para 2026 é de elevação de 1,4% no faturamento dos Shoppings, em relação a 2025. O cenário macroeconômico, marcado pela geração de empregos, tende a refletir positivamente no desempenho do setor. Especialistas acreditam ainda que, a atividade será beneficiada pela redução de impostos para a população com renda de até R$ 5.000 mensais. A Copa do Mundo também tende a impactar positivamente alguns segmentos do comércio, segundo especialistas da Abrasce.
A administradora mantém as parcerias e vem trabalhando diferentes estratégias visando elevar a taxa de ocupação das lojas do Shopping Piedade e por consequência aumentar as receitas, assim como reduzir as despesas com vazios. Conforme mencionado anteriormente, a taxa de ocupação vem se elevando paulatinamente. No entanto, deve-se considerar que o fundo vem efetuando pagamentos de acordos retroativos relativos a débitos de condomínio deixados por antigos locatários, o que, somados à retenção do fundo de reserva para o retrofit das áreas comuns, configuram despesas significativas em relação à receita atual.
Portanto, não há previsão de distribuição de resultado nos primeiros meses de 2026. A retomada da distribuição de resultados deverá ocorrer à medida que houver elevação das receitas de locação, com maior probabilidade de ocorrer a partir do segundo semestre de 2026.
Conforme previsto nos Arts. 9.1 a 9.3 do Regulamento do SCP FII, a remuneração do Administrador e do Gestor ocorre por meio de Taxa de Administração, composta por três parcelas: (i) valores correspondentes aos serviços de controladoria e contabilidade do Fundo; (ii) valores equivalentes aos serviços de escrituração de cotas; e (iii) 4% ao ano, calculada à razão de 1/12 avos sobre a renda líquida do Fundo (total das receitas com locações, descontadas as despesas operacionais), com valor mínimo mensal de R$ 10.000, reajustável anualmente pelo IPCA/IBGE, a partir de agosto/2023.
As parcelas são calculadas e pagas mensalmente, até o 10º dia do mês subsequente à prestação dos serviços (Art. 9.1.1). O Administrador pode determinar que parte da Taxa de Administração seja paga diretamente pelo Fundo aos prestadores de serviços contratados (Arts. 9.1.2 e 9.3).
Não há cobrança de taxa de performance (Art. 9.2).