Devido à alta vacância do imóvel, o Fundo não recebeu receita de locação do empreendimento condizente com os custos fixos, o que prejudicou o resultado do Fundo no exercício. A queda na avaliação do empreendimento, contrubuiu para fechar a rentabilidade do Fundo de forma negativa em decrécimo de 29% no período, incluindo as despesas fixas do imóvel, como taxa de condomínio e IPTU que impulsionaram negativamente.
O ambiente econômico internacional permanece marcado por incertezas associadas a tensões geopolíticas e à reconfiguração das políticas comerciais entre as principais economias. Esse contexto tem contribuído para maior volatilidade nas expectativas inflacionárias e nas projeções de crescimento global. Em economias avançadas observam-se revisões nas projeções inflacionárias de curto prazo e crescimento moderado da atividade econômica, refletindo, em parte, a desaceleração do comércio internacional.
No cenário nacional, a atividade econômica apresentou desaceleração no período recente. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou crescimento de 0,4% no segundo trimestre, após expansão de 1,3% no trimestre anterior, indicando redução do ritmo de crescimento. O comportamento da atividade econômica reflete a moderação observada nos setores produtivos e no consumo das famílias. O mercado de trabalho mantém desempenho relativamente favorável, com taxa de desocupação registrada em 5,7%, patamar considerado reduzido em termos históricos. Entretanto, a inflação permanece como fator relevante para a condução da política monetária. O índice acumulado em 12 meses apresentou leve redução, passando de 5,32% em maio para 5,13% em agosto, permanecendo acima da meta estabelecida pela autoridade monetária. As projeções do Banco Central indicam inflação de 4,8% para 2025 e 4,3% para 2026, enquanto a expectativa de crescimento do PIB foi revisada de 2,1% para 2,0%. No âmbito da política monetária, foi mantida a taxa básica de juros (Selic) em 15,0% ao ano, com o objetivo de contribuir para a convergência da inflação às metas estabelecidas. Para o mercado cambial, a projeção indica taxa de R$ 5,40 por dólar ao final de 2025. No setor de comércio, indicadores recentes apontam comportamento moderado da atividade. De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE, o volume de vendas do comércio varejista apresentou variação positiva de 0,2% em agosto de 2025 em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal, interrompendo sequência de retrações. Na comparação interanual, observou-se crescimento de 0,4% em relação a agosto de 2024. No mesmo período, o Índice do Varejo Stone registrou redução de 0,5% nas vendas do comércio no terceiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024, enquanto na comparação trimestral foi observada queda de 0,2%, evidenciando ritmo moderado da atividade comercial. Nesse contexto, o segmento do mercado imobiliário apresenta comportamento condicionado às variáveis macroeconômicas, especialmente ao nível das taxas de juros, à disponibilidade de crédito e à evolução da renda das famílias. O patamar elevado da taxa básica de juros impacta o custo do financiamento imobiliário e influencia a dinâmica dos investimentos no setor, resultando em comportamento mais cauteloso por parte dos agentes econômicos.
Considerando o cenário macroeconômico vigente e a composição da carteira imobiliária, as perspectivas para o período subsequente indicam manutenção de comportamento moderado do mercado, condicionado principalmente à evolução das variáveis macroeconômicas, em especial às taxas de juros, à disponibilidade de crédito e ao desempenho da atividade econômica. A manutenção da taxa básica de juros em patamar elevado tende a impactar o custo do capital e o financiamento de empreendimentos imobiliários, podendo influenciar o ritmo de novos investimentos e aquisições no setor. Nesse contexto, espera-se continuidade de postura mais cautelosa por parte dos agentes econômicos, com maior seletividade na realização de investimentos e na ocupação de espaços imobiliários. No segmento de imóveis corporativos e comerciais, a demanda tende a acompanhar o desempenho da atividade econômica e do setor de serviços, podendo apresentar crescimento gradual caso se confirme o cenário de expansão moderada do Produto Interno Bruto nos próximos períodos. Adicionalmente, a estabilização das expectativas inflacionárias e eventual redução do custo do crédito podem contribuir para melhoria das condições de mercado ao longo do horizonte de médio prazo. Para ativos imobiliários destinados a atividades comerciais e de serviços, a dinâmica de ocupação permanece diretamente associada ao comportamento do consumo das famílias e à evolução do comércio varejista. Nesse sentido, indicadores recentes apontam ritmo moderado de crescimento, sugerindo continuidade de estabilidade na demanda por espaços comerciais em localizações consolidadas. Dessa forma, considerando a composição da carteira e as condições econômicas observadas, as perspectivas indicam manutenção de desempenho estável no curto prazo, com eventuais variações condicionadas à evolução do ambiente macroeconômico, às condições de crédito e à dinâmica setorial do mercado imobiliário. No médio prazo, a eventual redução das taxas de juros e a melhora do ambiente econômico tendem a favorecer gradualmente o nível de investimentos e a demanda por ativos imobiliários.
Taxa de Administração (GLOBAL) (1) 0,80% (oitenta centésimos por cento) ao ano, incidente sobre o patrimônio líquido da classe, apropriada diariamente e paga mensalmente. Taxa de Administração Fiduciária (2) 0,30% (cinquenta centésimos por cento) ao ano, incidente sobre o patrimônio líquido da classe, apropriada diariamente e paga até o 5º dia útil de cada mês subsequente à apuração. Taxa de Gestão Global (3) 0,50% (cinquenta milésimos por cento) ao ano, incidente sobre o patrimônio líquido da classe, apropriada diariamente e paga até o 10° dia útil de cada mês subsequente à apuração. Taxa Máxima de Administração (4) A Taxa de Administração estabelecida para o fundo compreende as taxas de administração dos fundos investidos. Taxa Máxima de Custódia (5) Quando aplicável, 0,80%a.a. O serviço de controladoria e custódia é dispensado para os ativos financeiros que representem até 5% do patrimônio líquido do fundo, desde que tais ativos estejam admitidos à negociação em Mercado de Bolsa ou registrados em sistema de registro ou de liquidação financeira autorizado pelo Banco Central do Brasil ou pela CVM. Taxa Máxima de Distribuição (6) A Classe cobrará Taxa de Distribuição no mercado primário para arcar com as despesas da oferta pública da nova emissão de Cotas, a ser paga pelos subscritores das novas Cotas ou pela Classe, conforme for deliberado em Assembleia de Cotistas. Taxa de Performance Não há. Taxa de Ingresso da Classe Não há. Taxa de Saída da Classe Não há.