O Fundo registrou em 2025 um lucro contábil de R$ 10 milhões, incluindo o ajuste a valor justo e resultado de caixa. O resultado do periodo deve-se primordiamente as receitas de locação dos ativos do Fundo.
Os investimentos previstos para os próximos exercícios no âmbito do Condomínio Edifício Rio Negro têm como objetivo central a manutenção contínua, a modernização e a preservação do patrimônio, assegurando a adequada funcionalidade, eficiência operacional e valorização do empreendimento ao longo do tempo.
Os recursos serão direcionados às três torres que compõem o Fundo Torre Demini, Torre Padauiri e Deck Park e contemplam, prioritariamente, ações de manutenção preventiva e corretiva, bem como intervenções voltadas à adaptação e readequação das áreas dos andares, com foco na modernização dos espaços.
Tais investimentos visam garantir a longevidade das estruturas, a atualização das instalações e a adequação dos ambientes aos padrões técnicos, operacionais e de mercado. Até o presente momento, não há previsão de investimentos extraordinários ou fora do escopo previamente aprovado em Assembleia.
Os aportes programados destinam-se exclusivamente à execução de serviços essenciais, incluindo obras de adaptação, reconfiguração dos pavimentos, reparos, melhorias nas instalações e conservação das áreas comuns, assegurando a manutenção da qualidade, da atratividade e da valorização contínua do condomínio.
Seguimos otimistas com o processo de suavização da política monetária, com uma sequência de cortes de juros cuja largada deve ocorrer na reunião do Copom de março (11/03). Embora desdobramentos geopolíticos recentes tragam pressões inflacionárias, avaliamos que seus efeitos serão de natureza transitória, sem alteração estrutural do cenário base.
O câmbio, sustentado em patamares mais apreciados, tem funcionado como âncora fundamental do processo desinflacionário brasileiro, evidenciado de forma nítida na retração dos preços de comercializáveis — em especial, alimentos. Condições de oferta mais benignas devem igualmente contribuir para manter essa categoria, que representa mais de um quinto da cesta do IPCA, em níveis menos pressionados ao consumidor.
As expectativas de inflação seguem convergindo de forma sustentada em direção ao centro da meta — atualmente em 3,91% —, ao passo que os dados de atividade econômica apontam arrefecimento considerável na margem, particularmente no consumo. Esperamos a manutenção dessa dinâmica ao longo de 2026.
O principal ponto de dissonância entre os analistas reside no mercado de trabalho. A inflação de serviços — essencialmente uma inflação salarial — permanece em níveis superiores ao teto da meta, demonstrando elevada resiliência. A combinação de reajustes salariais acima do INPC, avanço da formalização da força de trabalho e desemprego em mínimas históricas (5,4% na última PNAD Contínua) tende a sustentar esse desafio à autoridade monetária. O maior grau de indexação dessa categoria reduz a sensibilidade dos preços ao aperto monetário no curto prazo, limitando a velocidade da convergência.
Assim, para 2026 projetamos crescimento econômico modesto, próximo a 1,7%, com desaceleração continuada do consumo e acomodação gradual dos preços livres — a despeito da persistência no componente de serviços. O principal risco mapeável ao cenário é o papel do câmbio no processo desinflacionário: a volatilidade do dólar e a escalada de tensões geopolíticas permanecem como vetores com potencial de trazer consequências deletérias à inflação doméstica.
O Fundo Rio Negro (RNGO) encerrou o exercício de 2025 com índice de vacância física de 16%, posicionando-se de forma mais favorável em relação à média do mercado de imóveis corporativos, que registrou aproximadamente 25% no mesmo período.
A redução dos níveis de vacância permanece como uma das principais prioridades da gestão, refletindo o compromisso contínuo com a atração de locatários qualificados e a celebração de contratos alinhados ao padrão, à localização e ao potencial dos ativos que compõem o portfólio.
Nesse contexto, a gestão do Fundo Rio Negro atua de forma proativa na prospecção de novas oportunidades comerciais e no desenvolvimento de parcerias estratégicas. A equipe mantém relacionamento permanente com consultorias especializadas e segue promovendo o empreendimento junto a potenciais ocupantes, evidenciando seus diferenciais competitivos, como a localização privilegiada e a qualidade dos serviços oferecidos pelo CA Rio Negro.
Adicionalmente, ao longo de 2025, foram realizadas obras de adaptação de forma estratégica, com o objetivo de ampliar a atratividade dos espaços, adequar os andares às demandas do mercado e expandir o leque de opções disponíveis aos potenciais locatários, contribuindo diretamente para a redução da vacância e para o fortalecimento da competitividade do empreendimento.
O monitoramento sistemático do mercado, aliado ao acompanhamento contínuo das visitas e negociações, assegura a identificação das melhores oportunidades de ocupação, contribuindo para a otimização do portfólio e para o fortalecimento dos resultados do Fundo. A gestão permanece comprometida com a valorização dos ativos e com a maximização do retorno aos cotistas, em consonância com as tendências e dinâmicas do mercado imobiliário corporativo.
A Classe pagará à Administradora uma taxa de administração de acordo com o Patrimônio Líquido da Classe, conforme tabela demonstrada no Regulamento do fundo, ou um mínimo de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) mensais, na data-base de 01 de janeiro de 2012, corrigida anualmente pela variação positiva do Índice Geral de Preços do Mercado - IGP-M, divulgado pela Fundação Getúlio Vargas – FGV ou outro índice que venha a substituí-lo, calculada diariamente, com base em um ano de 252 (duzentos e cinquenta e dois) Dias Úteis, remuneração que será paga mensalmente, até o 5º (quinto) Dia Útil do mês subsequente ao vencido. A taxa indicada já engobla a remuneração do Gestor do fundo. O Patrimôno Líquido da Classe em 2025 resultou cobranças pela taxa mínima.