O FII Singulare fechou o ano de 2025 com o valor da cota em R$ 299,42448404, registrando rentabilidade acumulada de 4,30843440% no período.
Para o próximo exercício o FII Singulare deverá manter a atual Política de Investimentos. O Gestor continuará monitorando o mercado imobiliário e buscando novas oportunidades para alocar o caixa do fundo.
O setor imobiliário brasileiro encerrou 2025 com desempenho resiliente, registrando recordes históricos de lançamentos e vendas de imóveis residenciais, mesmo diante de um ambiente macroeconômico desafiador marcado por taxas de juros elevados, que impactaram diretamente o financiamento imobiliário.
A Taxa Básica de Juros (Selic) que iniciou em 13,25% ao ano e terminou em 15% ao ano, atingindo o nível mais alto desde meados dos anos 2000. Esse aumentou refletiu os esforços da política econômica em controlar a inflação, tornando empréstimos e financiamentos mais onerosos.
No mercado de capitais, o setor imobiliário movimentou aproximadamente R$ 697 bilhões entre dezembro de 2024 e setembro de 2025, registrando um crescimento de 7,5%. Esse desempenho foi impulsionado pela expansão de instrumentos como Fundos de Investimento Imobiliários (FIIs) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Letras de Créditos Imobiliários (LCIs), que vem assumindo papel crescente no financiamento de empreendimentos e na estruturação de operação de crédito imobiliário. O índice IFIX apresentou valorização ao longo do ano, enquanto o número de investidores em FIIs atingiu níveis recordes, consolidando-os como alternativas de renda e diversificação de portfólio.
Portanto, mesmo com os desafios macroeconômicos, o setor imobiliário manteve trajetória positiva em 2025, com recordes de lançamentos e vendas, impulsionado principalmente por políticas públicas de incentivo à habitação, especialmente o programa do governo Minha Casa Minha Vida, que ampliou o acesso ao crédito e estimulou a construção civil.
Para 2026, a economia brasileira deve apresentar crescimento moderado, com os juros ainda elevados e a inflação projetada em cerca de 4,0%, refletindo o ajuste gradual dos preços em um quadro global incerto. As expectativas incidam reduções graduais da Selic ao longo do ano, convergindo para aproximadamente 12% ao final ao ano, combinando desaceleração controlada da atividade econômica com um processo gradual de afrouxamento monetário, o que pode favorecer setores sensíveis a juros e investimentos privados.
No mercado de FIIs, os fundos com CRIs lastreados em imóveis devem manter rendimentos estáveis e previsíveis, garantindo fluxo de pagamentos sólidos, mesmo em um cenário de juros elevados. A manutenção de juros alto reforça a atratividade dos CRIs como alternativa de financiamento privado, e as expectativas para a carteira do FII Singulare permanecem positivas, apoiadas na sinalização de estabilidade e recuperação econômica. O gestor seguirá monitorando o mercado em busca de novas oportunidades de alocação do caixa.
Pela prestação dos serviços de administração, gestão, consultoria e custódia da Classe Única, são devidas as seguintes taxas, calculadas sobre o Patrimônio Líquido e pagas mensalmente:
I. Taxa de Administração: devida à Administradora, equivalente a 0,20% ao ano, observado o valor mínimo mensal de R$ 6.450,00. Deste valor, R$ 2.000,00 mensais destinam-se aos serviços de controladoria.
II. Taxa de Gestão: devida ao Gestor, equivalente a 0,58% ao ano, observado o valor mínimo mensal de R$ 7.525,00.
III. Taxa de Consultoria: devida à Consultora de Investimentos Imobiliários, equivalente a 0,58% ao ano, observado o valor mínimo mensal de R$ 7.525,00.
IV. Taxa de Custódia: devida ao Custodiante, equivalente a 0,07% ao ano, observado o valor mínimo mensal de R$ 8.000,00.
V. Taxa de Performance: equivalente a 20% da valorização da cota que exceder o benchmark de IPCA + 7,50% ao ano, distribuída em partes iguais (50% cada) entre o Gestor e a Consultora.
Os valores mínimos mensais são corrigidos anualmente pela variação positiva do IGP-M/FGV.