O fundo obteve resultado patrimonial no exercício de aproximadamente R$ 69 MM, impactado principalmente pelo rendimento de aluguel e pelo ajuste a valor de mercado da propriedade para investimento. O total da distribuição no exercício foi de aproximadamente R$143 MM, considerando seu resultado caixa.
O Fundo seguirá sua política de investimentos, conforme regulamento do mesmo, e buscará possibilidades de ampliação de seu patrimônio.
Em comparação ao ano de 2024, o ano de 2025 foi marcado por uma política monetária significativamente mais restritiva ao longo de todo o primeiro semestre, refletindo o aumento das incertezas fiscais, a deterioração das expectativas de inflação e um ambiente externo mais desafiador. Após encerrar 2024 com a Selic em 12,25% a.a., o Copom retomou o ciclo de aperto monetário nas primeiras reuniões do ano. Em janeiro de 2025, a taxa básica foi elevada para 13,25% a.a., seguida por novos aumentos nas reuniões subsequentes, atingindo 15,00% a.a. em maio, patamar mantido até o encerramento do ano. A decisão de manter a Selic em nível altamente contracionista ao longo do segundo semestre refletiu a avaliação do Banco Central de que seria necessário um período prolongado de juros elevados para assegurar a convergência da inflação à meta, diante do enfraquecimento no avanço de reformas estruturais, do aumento das preocupações com a trajetória da dívida pública e da persistência das expectativas inflacionárias acima do centro da meta. Esse cenário impacta diretamente a perfomance dos ativos financeiros listados em bolsa, como é o caso dos fundos imobiliários, porém mesmo com esse cenário mais desafiador, o IFIX principal índice do setor de FIIs apresentou alta de 21,1%, o PMLL seguiu essa alta tendo valorizado 22,1% no período (Considerando valorização da cota + reinvestimento). Em relação a valor da cota, o fundo fechou o ano sendo negociado a 105,24, com uma cota patrimonial de 117,32, levando a um desconto de aproximadamente 10%.
No PMLL, a estratégia para 2025 permanece pautada pela reciclagem qualificada do portfólio e pela busca contínua de aumento do retorno ao cotista. Pelo lado dos desinvestimentos, a gestão seguirá avançando na alienação de ativos que não estejam plenamente alinhados à estratégia do Fundo, seja por localização, perfil operacional ou potencial de geração de valor no longo prazo. As vendas serão realizadas de forma seletiva, priorizando oportunidades que possibilitem bons ganhos de capital e que façam sentido dentro da composição estratégica do portfólio. No âmbito dos investimentos, a estratégia estará concentrada na aquisição de ativos capazes de elevar a qualidade global do portfólio, com foco em melhoria de localização, qualidade construtiva e perfil dos inquilinos. A gestão buscará shoppings com fundamentos sólidos, bom posicionamento regional e lojistas com modelos de negócio resilientes, capazes de gerar tráfego, vendas sustentáveis e crescimento orgânico de receita ao longo do tempo. Com a execução dessa estratégia de reposicionamento e qualificação do portfólio, o objetivo central é elevarem-se os patamares de distribuição do Fundo, com reflexos diretos na melhoria do retorno total ao cotista, combinando crescimento da renda imobiliária e preservação do valor patrimonial dos ativos. Cabe destacar que, no segmento de shopping centers, a economia real exerce papel fundamental na performance dos ativos, uma vez que o consumo, as vendas dos lojistas e o nível de ocupação estão diretamente correlacionados ao ambiente macroeconômico. Dessa forma, um cenário macro mais favorável tende a se traduzir em ganhos reais de rendimento e valorização dos ativos ao longo do tempo. Embora o cenário macroeconômico atual ainda se apresente desafiador, especialmente em função do patamar elevado da taxa de juros, a gestão avalia que a estratégia delineada é factível e alcançável no médio e longo prazo, reforçando a convicção na capacidade de geração de valor dos ativos do portfólio e na retomada gradual de performance do Fundo.
O Administrador receberá remuneração fixa e anual, de forma escalonada, equivalente a 0,5% (cinco décimos por cento) ao ano sobre o Patrimônio Líquido do Fundo para os serviços de administração e gestão de Fundo, observado o valor mínimo mensal de R$ 50.000,00 (cinquenta mil
reais), o qual será reajustado anualmente pela variação positiva do IPCA ou índice equivalente que venha a substituí-lo.
- Caso as Cotas do Fundo passem a integrar índice de mercado, conforme definido na regulamentação aplicável aos fundos de investimento em índices de mercado, cuja metodologia preveja critérios de inclusão que considerem a liquidez das Cotas e critérios de ponderação que
considerem o volume financeiro das Cotas emitidas pelo Fundo, a Taxa de Administração passará a corresponder a 0,5% (cinco décimos por cento) à razão de 1/12 avos, sobre o valor de mercado do Fundo, calculado com base na média diária da cotação de fechamento das Cotas
de emissão do Fundo no mês anterior ao do pagamento da remuneração, observado o valor mínimo mensal de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). A forma de apuração da Taxa de
Administração aqui prevista, passará a ser aplicável no mês seguinte àquele em que o Fundo passar a integrar referido índice de mercado.
A Taxa de Administração engloba os pagamentos devidos ao Administrador, ao Gestor e ao Escriturador, não incluindo os valores correspondentes ao Custodiante e aos demais Encargos do Fundo, os quais serão debitados do Fundo de acordo com o disposto neste Regulamento e na regulamentação
vigente.