No exercício social findo em 31/12/2025 do Fundo, foi apurado o lucro base caixa no montante de R$ 28.378 mil, e foram pagos rendimentos no montante de R$28.239 mil.
O Fundo seguirá sua política de investimentos, conforme regulamento, e poderá buscar possibilidades de ampliação de seu patrimônio.
O exercício de 2025 foi caracterizado por um cenário de "juros altos por mais tempo", o que impôs um desafio severo ao custo de capital e à valoração de ativos imobiliários. No entanto, o segmento de varejo urbano demonstrou resiliência superior à média do mercado. A manutenção de níveis saudáveis de emprego, a taxa de desemprego média anual no Brasil foi de 5,6% em 2025, a menor da série histórica, e o crescimento da renda real no Brasil sustentaram o consumo, permitindo que ativos bem posicionados mantivessem fluxos de caixa estáveis e baixos índices de vacância.
A estratégia do Fundo em 2025 consolidou-se na defensividade e previsibilidade. A estrutura de receitas do portfólio reflete uma blindagem contra a volatilidade sistêmica, apoiada em diversificação e em três pilares de ocupação: inquilinos de projeção nacional de primeira linha; empresas regionais líderes nos seus mercados; e pequenos lojistas, que representam uma parcela pouco relevante dos aluguéis, oferecem capilaridade aos nossos ativos e conveniência aos consumidores. A atuação nas regiões metropolitanas de Fortaleza e Recife tem foco em eixos urbanos consolidados e em expansão, permitindo a captura, no longo prazo, da valorização da terra em tais eixos.
O Fundo continuará investindo conforme a política prevista em seu Regulamento. Para 2026, a perspectiva é de uma gradual convergência da inflação, o que pode abrir espaço para uma flexibilização monetária mais acentuada, beneficiando o yield spread do Fundo. Contudo, o cenário exige cautela em relação à seletividade do consumo. O principal risco monitorado é a pressão de eventual desaceleração da economia sobre as margens dos varejistas. A gestão manterá foco no acompanhamento próximo dos inquilinos e em oportunidades de diversificação adicional do portfólio, a fim de assegurar a continuidade do pagamento de renda de forma previsível e crescente.
0,12% (zero vírgula doze por cento) ao ano, à razão de 1/12 avos, calculada sobre o valor total dos ativos que integrarem o patrimônio líquido da Classe no último dia útil do mês imediatamente anterior ao mês da prestação dos serviços (“Taxa de Administração”).