Durante o exercício de 2025, o Fundo anunciou distribuição de rendimentos que somaram R$ 458.932.371,93. No mesmo período, o Fundo gerou um resultado base caixa de R$ 454.536.861,52.
O Fundo seguirá sua política de investimentos, conforme regulamento do mesmo, e buscará possibilidades de ampliação de seu patrimônio.
Em comparação ao ano de 2024, o ano de 2025, foi marcado por uma política monetária significativamente mais restritiva ao longo de todo o primeiro semestre, refletindo o aumento das incertezas fiscais, a deterioração das expectativas de inflação e um ambiente externo mais desafiador. Após encerrar 2024 com a Selic em 12,25% a.a., o Copom retomou o ciclo de aperto monetário nas primeiras reuniões do ano. Em janeiro de 2025, a taxa básica foi elevada para 13,25% a.a., seguida por novos aumentos nas reuniões subsequentes, atingindo 15,00% a.a. em maio, patamar mantido até o encerramento do ano. A decisão de manter a Selic em nível altamente contracionista ao longo do segundo semestre refletiu a avaliação do Banco Central de que seria necessário um período prolongado de juros elevados para assegurar a convergência da inflação à meta, diante do enfraquecimento no avanço de reformas estruturais, do aumento das preocupações com a trajetória da dívida pública e da persistência das expectativas inflacionárias acima do centro da meta. Esse cenário impacta diretamente a perfomance dos ativos financeiros listados em bolsa, como é o caso dos fundos imobiliários, porém mesmo com esse cenário mais desafiador, o IFIX principal índice do setor de FIIs apresentou alta de 21,1%, o HGLG seguiu essa alta tendo valorizado 9,8% no período (Considerando valorização da cota + reinvestimento). Em relação a valor da cota, o fundo fechou o ano sendo negociado a 157,55, com uma cota patrimonial de 166,58, levando a um desconto de aproximadamente 5%.
Para 2026, a estratégia do Fundo permanece ancorada em cinco pilares fundamentais, que vêm orientando a gestão ao longo dos últimos anos e que se mostraram adequados para a geração de valor no longo prazo. O foco não está em mudar a direção estratégica, mas sim em intensificar a execução das boas práticas já adotadas.O primeiro pilar consiste na manutenção da atuação do Fundo em projetos de desenvolvimento, com potencial de aumento relevante da geração de renda no médio prazo, fortalecendo a base de receitas futuras. Em paralelo, o segundo pilar está relacionado à melhoria do resultado da exploração do portfólio atual, com especial atenção à redução da vacância e ao aumento dos valores de locação, capturando a maturação dos ativos e as condições mais favoráveis de mercado.O terceiro pilar contempla a evolução do perfil estratégico do portfólio, com foco em imóveis de alta qualidade, localizados em praças logísticas consolidadas e estratégicas, reforçando a atratividade, a liquidez e a resiliência dos ativos. Já o quarto pilar diz respeito à reciclagem de ativos maduros, seja daqueles que fogem do perfil estratégico do Fundo, seja de ativos que apresentem ganho de capital relevante em relação ao seu custo de aquisição, permitindo a realocação eficiente de capital.
Por fim, o quinto pilar está relacionado à gestão eficiente de caixa, buscando o posicionamento adequado para capturar oportunidades oportunísticas de mercado, especialmente em momentos de menor liquidez e maior assimetria de preços. Atualmente, o Fundo conta com uma Área Bruta Locável (ABL) de aproximadamente 1,6 milhão de metros quadrados, o que representa um market share bastante relevante no setor logístico. Para fins de dimensão, essa ABL é equivalente a cerca de 232 campos de futebol, ilustrando a escala operacional do Fundo. Em função desse porte, movimentos pontuais de ocupação, desenvolvimento, aquisições ou vendas tornam-se menos representativos de forma individual, ao mesmo tempo em que a diversificação do portfólio contribui para a redução de riscos operacionais. Nesse contexto, a gestão entende que os principais avanços virão da execução consistente e intensificada das boas práticas de gestão, e não de movimentos isolados. Para o próximo ano a ideia para a parte de desenvolvimento é continuar o desenvolvimento do Itupeva G400 e o Simões Filho G200.
Pela prestação dos serviços de administração e de gestão, o FUNDO pagará à ADMINISTRADORA e ao GESTOR a quantia equivalente a 0,6% (zero vírgula seis por cento) ao ano sobre o valor de mercado das cotas do FUNDO, calculado com base na média diária da cotação de fechamento das cotas de emissão do FUNDO no mês anterior ao do pagamento da remuneração (“Taxa de Administração”).