No Exercício findo em 31/12/2025 o Fundo apresentou um resultado de R$ 35.161 milhões, sendo que desse resultado, R$ 25.860 milhões refere-se a variação positiva do Ajuste a Valor Justo dos imóveis pertencentes à carteira do Fundo, desta forma, o resultado operacional do Fundo, expurgando a variação do ajuste a valor justo, foi de R$ 9.301 milhões. No exercício, o Fundo distribuiu aos quotistas o montante de R$ 9.072 milhões (8.673 milhões em 2024).
Conforme Ata de Apuração publicada em 21 de janeiro de 2026, foi aprovada, por maioria dos votos, o Aumento de Capital no montante de R$ 8.556.282,72 (Oito milhões, quinhentos e cinquenta e seis mil, duzentos e oitenta e dois reais e setenta e dois centavos) com a emissão de 25.947 (vinte e cinco mil e novecentos e quarenta e sete) novas cotas ao preço unitário de R$ 329,76 (trezentos e vinte e nove reais e setenta e seis centavos) tendo como base o valor patrimonial da cota do mês de nov/25.
A Oferta foi concluída com a captação de 100% do montante total e encerrada em 24/03/26. O recurso será destinada à construção de dois galpões dentro do Centro de Distribuição Anhanguera “CDA” com área total de 3.400m², cujo período de construção poderá variar de 14 a 16 meses. Com esse aumento de ABL, o CDA terá otimização máxima, reduzirá o custo de condomínio estimado em R$ 1,00 por m² bem como aumentará a receita do Fundo gerando um ganho de Yield conforme estudo de viabilidade anexo à Ata de Assembléia Extraordinária. A primeira etapa da obra é voltada a obtenção das licenças e documentações, neste sentido , a administradora já está se mobilizando junto a construtora para início desta etapa.
O mercado de galpões logísticos em São Paulo continua aquecido, principalmente para imóveis localizados dentro da cidade de São Paulo, como é o caso do CDA localizado no Km 17 da Rodovia Anhanguera. A taxa de de vacância para imóveis localizado dentro de São Paulo continua baixa segundo informações de algumas consultorias, a taxa de vacância em São Paulo terminou o ano de 2025 em torno de 5%, tal informação ratifica que o mercado logístico, puxado pelo contínuo crescimento do e-commerce e atividades de last mile, continua com demanda aquecida favorecendo principalmente imóveis com excelente localização. Já para o Rio de Janeiro, o mercado de logística seguiu uma trajetória de crescimento mais lenta com situações mercadológicas distintas em relação a São Paulo, conforme dados de consultoria especializada, no ano passado, os condomínios logísticos localizados no Rio de Janeiro encerraram o período com a menor taxa de vacância da história em torno de 14%, ou seja, ainda que o mercado não tenha acompanhado o rítmo acelerado de crescimento de São Paulo e de outras regiões do Brasil, é um fato que o mercado vem demonstrando crescente com aumento da demanda para busca de imóveis logísticos especialmente quando localizados próximos ao centro do Rio de Janeito e aos dois aeroportos, Galeão e Santos Dumond, como é caso dos dois CDRJs localizados em Olaria. Por fim, cabe reforçar, que ativos com localizações privilegiadas em regiões próximas aos grandes centros metropolitanos como é o caso dos ativos do Fundo tem sido um bom diferencial, e, não é por acaso que conseguimos manter a taxa de ocupação em 100%.
Os imóveis que compõem a carteira do Fundo encerraram o exercício com 100% de ocupação, considerando que setor permanece aquecido, principalmente para imóveis localizados em um raio de 15km das principais vias de São Paulo assim como no Rio de Janeiro, a pespectiva da administradora é manter esse nivel de ocupação. O atual cenário econômico, tanto nacional como o internacional, continua desafiador, sobretudo em decorrência do conflito envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã e com envolvimento de outros países da região do Oriente Médio. Os reflexos da tensão no Oriente Médio, especialmente com o risco de bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial, já podem ser verificados com a forte alta no preço do barril de petróleo, de até 40% em março. Além disso, o Brasil segue com a preocupação no equilíbrio da contas públicas, além de ser um ano de eleição, o que pode gerar incertezas sobre o rumo da política econômica e da austeridade fiscal. De acordo com o Boletim Focus divulgado em 16/03/2026, a projeção da SELIC para 2026 é de 12,25%, já a projeção para o IPCA é de 4,10%. Como mencionado acima, o reflexo da guerra no Oriente Médio traz uma insegurança adicional para o cenário econômico, o que pode comprometer as previsões. Neste sentido, antes do início do conflito havia uma expectativa de redução da taxa de juros de até, 0,50 p.p, no entanto, na reunião do COPOM realizada em 17/03/2026 a decisão foi mais cautelosa, com redução de apenas 0,25 p.p. De qualquer forma, considerando a excelente localização dos ativos do Fundo e o contínuo crescimento do mercado de e-commerce e Last Mile, acreditamos que os ativos estão muito bem posicionados , assim, esperamos mater a ocupação de 100% para ano de 2026.
Pelos serviços de gestão e administração do FUNDO a ADMINISTRADORA receberá Taxa de Administração equivalente a 5,0% (cinco por cento) ao ano sobre a receita bruta auferida pelo FUNDO, observado o valor mínimo de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) por mês, valor este que será corrigido anualmente pela variação do IGP-M (índice Geral de Preços de Mercado), elaborado e divulgado pela Fundação Getúlio Vargas – FGV, a partir de maio de 2013. A remuneração da ADMINISTRADORA será paga mensalmente até o 5º (quinto) dia útil do mês seguinte ao da prestação de serviços, contra a respectiva fatura.4.7.2. A ADMINISTRADORA poderá receber também taxa de desempenho, desde que aprovado pela assembleia geral.O método de cálculo da Taxa de Administração será aplicado mesmo que o Fundo integre ou passe a integrar índice de mercado no mês anterior, conforme aprovado em Assembleia Geral.