Em 2025 o Fundo apresentou desempenho robusto, com Dividend Yeld de 13,12% nos últimos 12 meses, impulsionado por distribuições mensais que variaram entre R$ 0,75 e R$ 0,90 por Cota ao longo do ano. No período, o Fundo registrou valorização de 20,66% na Cota de mercado, refletindo o fortalecimento dos ativos que compoêm sua carteira. O patrimônio líquido do Fundo atingiu R$ 178,6 milhões ao final de 2025, com valor patrimonial por Cota de R$ 86,84 e P/VP de 0,80, indicando negociação com desconto em relação ao valor patrimonial. A carteira manteve elevado nível de alocação imobiliária, com 93,75% investidos em cotas de outros FIIs reforçando seu caráter diversificado e focado em geração de renda.
O programa de investimentos para os exercícios seguintes consiste na constante avaliação de potenciais ativos que atendam à Politica de Investimento do Fundo, assim como o monitoramento da carteira, visando alterações no portfólio que agreguem valor aos Cotistas.
Em 2025, o mercado imobiliário e a indústria de Fundos de Investimento Imobiliários mostraram sinais de recuperação, após o ambiente adverso observado no ano anterior. A melhora do desempenho dos FIIs ficou evidente na valorização das cotas de diversos fundos, incluindo este Fundo, que registrou alta de 20,66% nos últimos 12 meses, indicando um movimento de retomada do apetite dos investidores pelo setor. Essa recuperação foi sustentada por um cenário de renda passiva mais atrativa, com dividend yelds robustos ao longo do ano.
Do ponto de vista macroeconômico, as projeções para 2026 apontam para a continuidade de um ambiente de elevada incerteza, tanto no cenário internacional quanto no doméstico. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve prevê apenas um corte adicional nos juros em 2026, mantendo uma postura cautelosa frente a uma inflação projetada de 2,4% e um crescimento do PIB revisado para 1,6%, evidenciando desaceleração econômica. No Brasil, o mercado projeta que a taxa Selic encerre 2026 em torno de 12,25%, com expectativas de inflação ajustadas para baixo e IPCA estimado em 4,06% além de um PIB previsto de 1,78%, reforçando um cenário de crescimento moderado e política monetária ainda restritiva. Nesse ambiente de juros e inflação elevados, entende-se que os FIIs de recebíveis continuam oferecendo maior previsibilidade de receitas, dado que suas estruturas de remuneração tendem a acompanhar a dinâmica dos índices inflacionários e das taxas de juros. Para os FIIs de tijolo, os fundamentos seguem sólidos, com níveis de ocupação e vacância estáveis e setores como varejo e lajes corporativas apresentando boa performance, como demonstrado no desempenho do mercado em 2025, onde fundos como o CXCI11 registraram aumento na geração de rendimentos e valorização de suas Cotas. Diante disso, continuam surgindo oportunidades de alocação em FIIs negociados abaixo do valor patrimonial, permitindo capturar prêmios de risco atrativos em ativos reais, mesmo em um cenário macroeconômico desafiador.
Regulamento, Anexo, art. 13 e p.u.