O exercício consolidou a resiliência do AFHI11 em um contexto de elevada volatilidade no mercado imobiliário listado. O fundo manteve uma trajetória consistente de distribuição de rendimentos, evidenciando a robustez de sua carteira. Destaca-se, ainda, a preservação da relação entre preço de mercado e valor patrimonial, que se manteve equilibrada mesmo diante das correções significativas observadas no início de 2025. Essa performance relativa confirma a solidez da estratégia adotada e reforça a confiança dos investidores na gestão, em um cenário no qual diversos veículos comparáveis registraram maior instabilidade.
O fundo encerrou o exercício de julho/2024 - junho/2025 com R$7.796.513,69, correspondente a 1,81% do patrimônio líquido, em aplicações de renda fixa. Este montante, reflete o momento do fundo de alocação dos recursos em operações indexadas ao CDI +, refletindo o momento de alta constante da Selic, com altos níveis de juros reais. A estratégia do fundo se concentra na diversificação da carteira (devedores, segmentos e tipo de risco), atuando ativamente no mercado secundário, visando aproveitar as oportunidades atuais de alocação em devedores com bom perfil de crédito e spreads mais altos do que o praticado em outros momentos de mercado.
No período designado, percebemos uma estagnação dos fundos imobiliários, com uma captação muito tímida no mercado primário, vide exemplo do AFHI, que não realizou nenhuma captação no período designado. Além disso, no início do ano de 2025, o mercado de fundos imobiliários vivenciou uma queda relevante, na qual o IFIX caiu cerca de -5,89% em janeiro de 2025 e -4,58% em fevereiro de 2025.
No sentido macroeconômico, a elevação da taxa Selic até o patamar de 15%, e, o aumento da taxa de juros real, criaram um ambiente mais cauteloso para a aquisição de novos CRI’s. Entre julho/2024 e junho/2025, a inflação IPCA encerrou junho/2025 em 5,35% em 12 meses (mês: 0,24%), favorecendo cupons de carteiras IPCA+. O IGP-M fechou junho/2025 com 4,39% em 12 meses. No mesmo intervalo, o Copom reverteu o ciclo de cortes e promoveu sucessivas altas a partir de setembro/2024, levando a Selic a 15,00% a.a. em 19/06/2025; o nível foi posteriormente mantido, elevando o carregamento do CDI e beneficiando ati
A projeção para 2026 aponta para o início de um ciclo de afrouxamento monetário, ainda que em meio a um ambiente desafiador no campo da política fiscal brasileira. A expectativa é de que a Selic encerre o ano em 12,25% a.a., condicionada à manutenção de algum grau de disciplina fiscal.
O Fundo pagará à Administradora uma Taxa de Administração composta por: (i) o equivalente a 0,15% a.a. (quinze centésimos por cento ao ano) à razão de 1/12 (um doze avos), calculado sobre a Base de Cálculo da Taxa de Administração, observado o valor mínimo mensal de: (a) R$20.000,00 (vinte mil reais), até a data do encerramento de uma eventual segunda oferta pública de distribuição de cotas do Fundo; ou R$25.000,00 (vinte e cinco mil reais), após a data do encerramento de uma eventual segunda oferta pública de distribuição de cotas do Fundo; em ambos os casos, atualizado anualmente no mês de janeiro, segundo a variação do IGP-M, a partir do mês subsequente à data de funcionamento do Fundo; (ii) enquanto as cotas estiverem registradas em central depositária da B3 para negociação em mercado de bolsa, o equivalente a 0,05% a.a. (cinco centésimos por cento ao ano) à razão de 1/12 (um doze avos), calculado sobre a Base de Cálculo da Taxa de Administração, observado o valor mínimo mensal de